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Planeta esgotou recursos naturais em 30 de julho

Apesar de a data ter avançado para 30 de julho, a humanidade esgota recursos a ritmo recorde, usando 1,73 planetas e acumulando 20,6 anos de capital natural

Imagem aérea de reserva florestal que pertence à Amazónia
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  • O Dia da Sobrecarga da Terra (dia em que a humanidade esgota os recursos disponíveis no ano) ocorre a 30 de julho de 2026, mais tarde do que em 2025 (24 de julho).
  • A mudança de cálculo deve-se, principalmente, a uma revisão da capacidade dos oceanos para absorver dióxido de carbono, não a uma redução real da sobrecarga.
  • Apesar de ocorrer mais tarde, este é o nível mais alto de sobrecarga já registado, com a humanidade a usar 1,73 planetas Terra e a explorar recursos 73% acima da capacidade de regeneração.
  • A dívida ecológica acumulada é de 20,6 anos; se a tendência continuar, crescerá a ritmo de 0,73 planeta por ano, com impactos como desflorestação, erosão, perda de biodiversidade e mais CO₂ na atmosfera.
  • Portugal assinou o seu Dia da Sobrecarga a 7 de maio, dois dias depois de 2025, e, se todos vivessem como portugueses, seriam necessários cerca de 2,9 planetas. A UE situou-se em 3 de maio.

O dia da sobrecarga ecológica deste ano ocorreu a 30 de julho, data em que a humanidade começa a viver a crédito, esgotando os recursos naturais disponíveis. A avaliação é da Global Footprint Network (GFN). Em 2026 houve uma revisão que atrasou o dia face a 2025, mas mantém-se o recorde de sobrecarga mais elevada já registada.

Segundo a GFN, a mudança de cálculo deve-se sobretudo a atualização da capacidade dos oceanos absorverem CO2, entre outros ajustamentos. A organização sublinha que estas alterações refletem informação atualizada, não uma redução real da sobrecarga.

Apesar de a data ocorrer mais tarde que no ano anterior, o peso ambiental continua extremo. A GFN aponta que a humanidade usa os recursos 73% acima da capacidade de regeneração da Terra, equivalendo a 1,73 planetas por ano.

A entidade alerta que a dívida ecológica com o planeta já soma 20,6 anos de regeneração. Caso o ritmo atual se mantenha, a dívida pode crescer para 0,73 de planeta por ano, com consequências como mais CO2 na atmosfera e impactos na produção de alimentos.

Em 2026, a GFN foca a leitura do Dia da Sobrecarga na resposta dos países ao problema, avaliando prioridades e estratégias para enfrentar a disrupção climática e a escassez de recursos.

Portugal registou o dia de sobrecarga a 7 de maio, dois dias depois de 2025. O país já excede, em menos de cinco meses, os recursos disponíveis para o estilo de vida, o que implica que, se toda a população vivesse como um português médio, seriam necessários 2,9 planetas.

Este valor coloca Portugal na média da União Europeia, cuja data foi a 3 de maio, com uma ligeira melhoria face ao ano anterior.

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