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Novo mapa de satélite revela áreas mais suscetíveis a fogos este verão

Mapa satélite de 10 metros indica zonas com maior risco de incêndio neste verão, permitindo planeamento de limpezas e recursos, sem ligação em tempo real

Plataforma "LandOS - A Minha Terra" permite avaliar risco de incêndio em zonas específicas
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  • Novo mapa de satélite de dez metros mostra as condições de fogo para cada parcela do país, pela primeira vez.
  • Criado pela LandOS – A Minha Terra, usa inteligência artificial e modelos matemáticos, recorrendo a dados oficiais do Estado para calcular o risco.
  • O mapa é sazonal e não funciona em tempo real; serve para orientar limpeza de terrenos e recursos à entrada do verão.
  • Exemplos citados: o Alentejo pode apresentar zonas com risco elevado; no Interior Centro (Pampilhosa da Serra, Arganil, Covilhã) e no interior algarvio existem áreas com maior risco, com diferenças entre o mapa estrutural e o sazonal.
  • A plataforma avisa que, após um inverno chuvoso, há vegetação elevada em partes do interior, aumentando o combustível, e que áreas florestais do Norte e Centro arderam várias vezes nos últimos 20 anos.

O novo mapa de satélite de 10 metros ajuda a identificar áreas com maior risco de fogo neste verão em Portugal. Pela primeira vez, a plataforma LandOS – A Minha Terra disponibiliza, para cada parcela, informações sobre as condições de fogo deste ano, com base em modelos de ciência de dados desenvolvidos por uma empresa dos Países Baixos.

Pedro Rocha, da equipa de desenvolvimento da LandOS, explicou à agência Lusa que o mapa combina modelos matemáticos e inteligência artificial com dados oficiais do Estado para prever zonas com maior probabilidade de incêndio. O objetivo é melhorar a prevenção e a gestão de recursos.

O mapa sazonal, diferentemente do mapa estrutural que raramente muda, oferece uma leitura sobre o risco antes do verão, incluindo variáveis como precipitação recente, vegetação acumulada e áreas com pouco coberto vegetal. Este enfoque permite orientar ações de limpeza de combustíveis.

Como funciona e limitações

O mapa sazonal não fornece dados em tempo real nem dia a dia. Quando o verão chega, aponta regiões com maior risco, contribuindo para a priorização de intervenções. Em áreas do Alentejo, por exemplo, o mapa sazonal pode indicar risco elevado em zonas onde o mapa estrutural aponta menor probabilidade.

Na página da LandOS, constam ainda exemplos regionais: o Interior Centro, com concelhos como Pampilhosa da Serra, Arganil e Covilhã, onde o risco estrutural é alto, mas o mapa sazonal pode reduzir o alerta ao identificar menos combustível disponível este ano. Em parte do interior algarvio, historicamente com menor risco, o mapa sazonal também mostra variações relevantes.

Apesar disso, a LandOS alerta que a camada de satélite detecta vegetação elevada após um inverno chuvoso, o que aumenta o combustível em áreas onde normalmente não ocorre. Dados adicionais indicam que áreas florestais do interior Norte e Centro arderam várias vezes nos últimos 20 anos, mostrando uma predisposição estrutural ao fogo em certas paisagens.

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