- A União Europeia vai enviar a Portugal 60 bombeiros estrangeiros entre 16 de julho e 31 de agosto, junto de duas aeronaves.
- O reforço ocorre ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, com 20 bombeiros da Letónia (16 a 31 de julho) e 40 bombeiros de Malta (todo o mês de agosto).
- Portugal terá dois aviões anfíbios Fire Boss em Castelo Branco, parte de um contingente de 22 aeronaves e cinco helicópteros disponíveis na UE, com possibilidade de atuação noutros países.
- A Comissão Europeia suporta 75% dos custos de disponibilidade das aeronaves, cabendo a Portugal 25% das despesas operacionais e de pessoal.
- Bruxelas informou ainda que Portugal receberá dois aviões Canadair, 100% financiados, entre 2029 e 2030, para reforçar uma frota europeia de combate a incêndios.
Portugal recebe 60 bombeiros e duas aeronaves da UE para o combate aos incêndios
A União Europeia vai mobilizar 777 bombeiros em seis países de alto risco neste verão, incluindo Portugal, que recebe 60 bombeiros estrangeiros entre 16 de julho e 31 de agosto, junto de duas aeronaves. A medida faz parte do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
O reforço é distribuído entre as bases da Proteção Civil de Almeirim, Santarém, e de Trancoso, Guarda. O contingente inicia com 20 bombeiros da Letónia, entre 16 e 31 de julho, seguido por 40 bombeiros de Malta durante agosto.
Além do apoio terrestre, Portugal conta com dois aviões anfíbios Fire Boss estacionados em Castelo Branco. As aeronaves podem largar cerca de 3 mil litros de água por descarga e integram o grupo de 22 aeronaves e cinco helicópteros disponíveis no continente.
Reforço logístico e financiamento
As duas aeronaves Fire Boss recebem apoio financeiro da Comissão Europeia, com 75% dos custos de disponibilidade cobertos pela CE e 25% assegurados por Portugal, incluindo despesas operacionais e de pessoal.
A UE prevê, para 2029-2030, a aquisição de dois aviões Canadair financiados integralmente por Bruxelas. Estes aparelhos têm capacidade para cerca de 6 mil litros de água, o dobro dos Fire Boss.
Contexto e perspetivas
Durante o briefing, o responsável da DG-ECHO na Comissão indicou que o reforço decorre do agravamento do risco de incêndios em toda a Europa, com épocas mais longas e maior abrangência geográfica. A antecipação não depende de previsão específica para Portugal.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais já está no terreno com 13.335 operacionais e 78 meios aéreos. Entre julho e setembro, o contingente sobe para 15.149 operacionais e 81 meios aéreos, numa fase crítica da época de incêndios.
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