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Protestos sobre projeto ligado a Kushner, PM albanês fala de guerra híbrida

Primeiro-ministro albanês afirma que protestos contra o resort ligado a Kushner são amplificados por bots e forças externas, com temores de danos ambientais na ilha.

Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia, em entrevista à Euronews
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  • Protestos crescentes contra um resort de luxo ligado à Affinity Partners, na costa sul da Albânia, com activistas ambientais a demonstrar contra o projeto ligado a Jared Kushner.
  • O primeiro-ministro Edi Rama denunciou que a oposição é amplificada por bots, narrativas antissemitas e forças externas, tentando explorar o descontentamento público.
  • Rama afirmou que há um ataque coordenado por atores externos, durante a cimeira de líderes da UE com os Balcãs Ocidentais, sem indicar responsáveis.
  • Manifestantes exibiram cartazes com flamingos, símbolo do habitat da ilha, defendendo que a construção pode causar danos ambientais irreversíveis; há relatos de atividade de construção desde maio, embora o PM afirme que ainda não há um projeto definitivo apresentado.
  • Rama garante que as preocupações dos protestos não vão impedir o investimento turístico na Albânia, e rejeita alegações de um acordo secreto com Israel para facilitar a deslocação de palestinianos, considerando essas narrativas falsas.

O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, afirmou que a oposição a um projeto imobiliário na costa sul do país está a ser intensificada por bots e narrativas antissemitas, associadas a forças externas. Rama falava à Euronews a partir de Montenegro, onde decorre uma reunião de líderes da UE com países candidatos dos Balcãs Ocidentais.

O projeto está ligado à Affinity Partners, firma de investimento criada por Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Activistas ambientais contestam o plano de um resort de luxo junto a uma ilha protegida e a um troço da orla sul albanesa, temendo danos ambientais e impactos no ecossistema local.

Rama explicou que enfrenta ataques coordenados de atores externos, sem indicar nomes, que tentam explorar o descontentamento público. Defendeu que algumas preocupações legítimas dos manifestantes são usadas como arma por terceiros com motivação política ou económica.

Protestos e acusações

Manifestantes têm usado símbolos como flamingos para chamar a atenção para o habitat costeiro. Embora reconheça o surgimento de preocupações, Rama disse que as narrativas online fraudulentas distorcem a situação e que o projeto ainda não foi apresentado formalmente às autoridades.

Numa posição inicial, o chefe de governo afirmou que ainda não existe um documento definitivo do projeto, apenas interesses exploratórios por parte de investidores. Acrescentou que, se houver apresentação, o conteúdo passará por avaliações legais e ambientais antes de qualquer construção.

Amparadas por evidências que apontam para atividade de construção desde maio, as manifestações ressaltam riscos para habitats protegidos e para a paisagem costeira. Ambientalistas defendem que investimentos estrangeiros não devem comprometer ecossistemas sensíveis.

Rama manteve o tom de ressalva, alegando que as imagens partilhadas online não correspondem à realidade do projeto. Afirmou que as representações de danos ambientais ou de ligação secreta com Israel são exageros, enquanto o resort permanece na fase de planeamento.

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