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Catástrofes em Portugal causaram mais mortos e desaparecidos na última década

Aumentaram mortes e desaparecidos, com taxa média anual de 39,5%, indicando necessidade de reforçar prevenção e resposta

Entre 2015 e 2024, o número de mortes e desaparecidos devido a catástrofes "aumentou a uma taxa média anual de 39,5%"
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  • Entre 2015 e 2024, o número de mortes e desaparecidos devido a catástrofes em Portugal aumentou a taxa média anual de 39,5%, e o de pessoas diretamente afetadas cresceu a ritmo médio anual de 43%.
  • O relatório do Instituto Nacional de Estatística aponta o “principal retrocesso” no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pela maior vulnerabilidade da população face a catástrofes, apesar da evolução globalmente favorável.
  • Emissões, no período, registaram evolução favorável com reduções médias anuais próximas de 3%, apontando para uma trajetória de descarbonização.
  • No ambiente, a evolução para a proteção da vida marinha é globalmente pouco favorável, com a proteção marinha estagnada em 7% entre 2017 e 2024 e a meta de 30% até 2030 ainda distante; a proteção da vida terrestre apresenta desempenho misto, com progressos na biodiversidade e desafios nos ecossistemas, solos e florestas, aliado a uma diminuição do investimento em investigação e desenvolvimento marinho.
  • Em áreas urbanas, os resíduos urbanos aumentaram 1,3% ao ano, a reciclagem reduziu-se 0,4% ao ano e 67,8% da população em 2025 afirmou nunca ou quase nunca utilizar transportes públicos.

Entre 2015 e 2024, Portugal viu crescer o número de mortos e desaparecidos por catástrofes, segundo o INE. O relatório aponta que esse grupo aumentou a uma taxa média anual de 39,5%. O total de pessoas diretamente afetadas subiu 43% por ano.

O estudo classifica este aumento como o principal retrocesso no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ligado à adaptação climática. Apesar disso, a trajetória global mantém-se favorável pela redução das emissões e reforço das estratégias de prevenção.

Os números do ambiente revelam avanços e entraves. Em emissões, Portugal regista quedas médias de quase 3% ao ano entre 2015 e 2024, sinal de descarbonização. Por outro lado, a proteção da vida marinha revela resultados modestos, com metas de 30% de áreas protegidas ainda longe de serem atingidas.

Proteger a vida marinha

A gestão dos recursos pesqueiros melhorou, com metas legais para a pequena pesca alcançadas em 2022 e 2024. Contudo, a área de proteção marinha mantém-se estagnada nos 7% desde 2017, falhando a meta para 2030. O investimento em tecnologia marinha caiu de 2,1% para 1,7% entre 2016 e 2022.

Proteger a vida terrestre

Quanto à biodiversidade, o INE assinala avanços legais, gestão de espécies invasoras e cooperação internacional. O financiamento internacional para biodiversidade aumentou de 0,4 milhões de euros em 2015 para 4,3 milhões de euros em 2025. Persistem, porém, desafios na proteção de ecossistemas, florestas e solos, bem como no combate ao tráfico de espécies.

Desafios urbanos e mobilidade

A análise aponta que os resíduos urbanos aumentaram 1,3% ao ano, enquanto a reciclagem caiu 0,4% ao ano, atrasando a meta de 60% para 2030. A mobilidade urbana é outro desafio: 67,8% da população, em 2025, afirmou nunca ou quase nunca usar transportes públicos.

Conclusões do período analisado

O relatório reforça a necessidade de fortalecer a resposta, prevenção e resiliência face aos riscos climáticos. Mantêm-se a descarbonização e a proteção ambiental como prioridades para cumprir os objetivos internacionais, sem abandonar a vigilância sobre áreas sensíveis.

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