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Greenpeace deteta microplásticos em alimentos infantis em bolsas flexíveis

Estudo encomendado pela Greenpeace encontra microplásticos em alimentos infantis embalados em bolsas flexíveis; até noventa e nove partículas por grama e disruptor endócrino na Gerber

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  • Greenpeace detetou microplásticos em alimentos infantis embalados em bolsas flexíveis com tampa, com estudo encomendado pela organização e divulgado pela agência EFE.
  • O estudo, conduzido pelo SINTEF Ocean, analisou produtos da Nestlé (Gerber) e da Danone (Happy Baby Organics) e encontrou até 54 partículas por grama em iogurte Gerber e até 99 partículas por grama em puré Happy Baby Organics.
  • Em todos os lotes analisados foram encontrados microplásticos, bem como substâncias químicas associadas ao plástico, incluindo um disruptor endócrino nas embalagens da Gerber.
  • A investigação sugere uma relação entre o revestimento interior de polietileno das embalagens e os microplásticos detectados; Greenpeace pede às multinacionais que expliquem as medidas para eliminar o problema.
  • A Nestlé afirmou compreender as preocupações e assegurar a segurança dos produtos, com controlo rigoroso na produção; dados de 2025 mostram que as embalagens flexíveis representam 37% do mercado mundial.

Um estudo encomendado pela organização Greenpeace detectou microplásticos em alimentos infantis embalados em bolsas flexíveis com tampa. A notícia foi divulgada pela agência EFE, na quinta-feira.

As amostras analisadas incluíram produtos de Nestlé e Danone. Foram encontradas até 54 partículas de microplástico por grama no iogurte Gerber e até 99 partículas por grama no puré Happy Baby Organics, com maior presença na América do Norte.

O estudo, conduzido pelo SINTEF Ocean, avaliou três embalagens de cada produto. Em todos os casos foram identificados microplásticos, bem como substâncias químicas associadas ao plástico, incluindo um disruptor endócrino nas embalagens da Gerber.

Dados e impactos

A investigação sugere uma relação entre o plástico que reveste o interior das embalagens, nomeadamente o polietileno, e os microplásticos detectados. Fragmentos com menos de cinco milímetros podem induzir stress oxidativo, ligado a inflamação, doenças cardiovasculares, respiratórias e cancro.

Joëlle Hérin, especialista da Greenpeace Suíça, afirmou que o estudo é um alerta para pais que compram estas marcas. A ativista pediu às multinacionais que indiquem as medidas em curso para eliminar os microplásticos.

A Nestlé respondeu à EFE garantindo compreender as preocupações e afirmar que os seus produtos são seguros para consumo, com controlo rigoroso na produção e na gestão de embalagens.

Dados de 2025 apontam que as embalagens flexíveis são o segmento de maior crescimento, representando 37% do mercado mundial. A Greenpeace alerta que milhões de embalagens com alimentos são vendidas diariamente.

As embalagens correspondem a cerca de 40% da produção global de plástico. A organização lidera apelos para um tratado global para limitar a indústria, enfrentando resistência principalmente de produtores de petróleo.

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