Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Área construída global aumentou 1,7% num ano, elevando emissões

Em 2024, a área construída cresceu 1,7% e as emissões operacionais aumentaram 1%, aumentando a urgência de acelerar a descarbonização do setor

Todos os dias, o mundo ganha cerca de 12,7 milhões de metros quadrados de área construída
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2024, a área global de edifícios cresceu 1,7% (a 273 mil milhões de metros quadrados) e as emissões operacionais aumentaram 1% (a 9,9 gigatoneladas de CO₂).
  • Edifícios e construção representam cerca de 37% das emissões globais, 28% do consumo de energia e quase 50% da extração de materiais.
  • Entre 2015 e 2024, as emissões operacionais subiram 6,5%; a área construída cresceu 20% e a procura de energia 11%, com ganhos de eficiência a moderar o aumento.
  • A estagnação deve-se a a construção crescer mais rápido que a energia se descarboniza, renovações lentas e uso continuado de combustíveis fósseis; falta de ambição política, com nenhum país a ter uma estratégia extensa para edifícios nas metas climáticas de 2026.
  • O relatório defende habitação eficiente como motor de descarbonização, expansão de energias renováveis (passando de 17,3% para 46% até 2030) e investimento elevado (de 236,5 mil milhões de euros em 2024 para cerca de 5,1 biliões de euros no total) para chegar a emissões líquidas zero.

Em 2024, a área global de edifícios aumentou 1,7%, atingindo 273 mil milhões de metros quadrados, enquanto as emissões operacionais do setor subiram 1% para 9,9 gigatoneladas de CO2, revela um relatório da ONU. A descarbonização do setor da construção está a enfrentar momentos críticos, agravados pela crise climática, energética e da habitação.

O crescimento do parque edificado é impulsionado sobretudo por economias emergentes, destacando-se a Índia. A expansão diária corresponde a cerca de 12,7 milhões de metros quadrados. Edifícios e construção continuam a representar perto de 37% das emissões globais, 28% do consumo de energia e quase 50% da extração de materiais, aponta o relatório conjunto da UNEP e da GlobalABC.

Entre 2015 e 2024, as emissões operacionais aumentaram 6,5%, num contexto de crescimento de 20% da área construída e de 11% da procura de energia. Sem ganhos adicionais de eficiência, o aumento do consumo seria ainda maior, sublinha o documento. Hanane Hafraoui, consultora sénior da UNEP, alerta para inverter a tendência de emissões no setor.

Clima, custo de vida e políticas

A análise associa o desempenho climático à acessibilidade, defendendo que habitações eficientes reduzem emissões e onerosa factura energética. O relatório sugere combinar habitação e ação climática para ganhos cruzados em custos e qualidade de vida, com foco em famílias de baixos rendimentos e planeamento urbano.

A produção de materiais como madeira e barro, e o uso de resíduos na construção são apontados como caminhos de descarbonização. O cimento e o betão continuam a representar uma parcela relevante das emissões, segundo o IPCC, e a energia renovável ainda está aquém do necessário para uma trajetória de emissões líquidas zero. O documento destaca a necessidade de aumentar a participação de renováveis até 2030 para 46%.

Apesar das melhorias desde 2015, a intensidade energética dos edifícios diminuiu 8,5%, e as certificações de construção verde quase triplicaram. O relatório conclui que é indispensável avançar de compromissos para ações concretas e elevar significativamente o investimento em eficiência para alinhar o setor com metas de zero emissões.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais