- A Zero alerta que Portugal pode não cumprir as metas climáticas de 2030, após uma redução de apenas 3% nas emissões em 2024.
- Em 2024, Portugal emitiu 51,5 MtCO₂e (exclui uso do solo, alterações do uso do solo e floresta), com os transportes a representarem 35,2% do total e a energia 65,6%.
- A redução deve-se principalmente à energia eléctrica renovável e a factores sazonais; sem mudanças nos transportes, as metas podem falhar.
- A procura de combustíveis nos transportes mantém-se estável desde 2013, mas há sinais de inversão: em 2025 o consumo subiu cerca de 0,9% e no primeiro trimestre de 2026 aumentou cerca de 2,5%.
- Para alcançar o objetivo do Plano Nacional de Energia e Clima de reduzir 55% até 2030 face a 2005, Portugal precisa baixar para cerca de 38,7 MtCO₂e, acelerando políticas nos setores mais emissores, especialmente transportes, com electrificação e mais transporte público.
Portugal reduziu apenas 3% das emissões em 2024, segundo dados oficiais. A associação Zero sustenta que sem mudanças nos transportes o país pode falhar metas para 2030. O inventário de GEE aponta fragilidades estruturais profundas.
Em 2024, Portugal emitiu 51,5 MtCO2e, excluindo uso do solo, alteração do uso do solo e florestas. A redução de 3% frente a 2023 deixa o país cerca de 40% abaixo dos níveis de 2005.
Dados-chave
A produção eléctrica renovável aumentou aproximadamente 18% no ano, e o setor da energia representou 65,6% das emissões nacionais. Os transportes responderam por 35,2% do total, continuando o principal foco de pressão, segundo a Zero.
Transportes sob pressão
Desde 2013, o consumo de gasóleo e gasolina tem mostrado estabilidade, com queda no fim de 2024. Em 2025 houve aumento de cerca de 0,9%, e no primeiro trimestre deste ano o crescimento foi de ~2,5% frente ao período anterior.
Perspetivas para 2030
A Zero alerta que, para cumprir o PNEC 2030 de redução de 55% face a 2005, Portugal precisa de passagens dos 51,5 Mt para ~38,7 Mt. O grupo defende aceleração estrutural das políticas climáticas, especialmente nos transportes.
Medidas recomendadas
A associação recomenda electrificação de veículos de uso intensivo, investimento reforçado no transporte público e ferrovia, e políticas de mobilidade que reduzam a dependência do automóvel. Também apela a alinhamento com a Lei de Bases do Clima.
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