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Ambientalistas pedem recolha de óleos alimentares para substituir combustíveis

Zero apela à recolha de óleos alimentares usados para substituir combustíveis fósseis; aproveitamento atual abaixo de quatro por cento, com potencial de 25–30 milhões de litros por ano

Ambientalistas pedem recolha de óleos alimentares para substituir combustíveis
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  • A Zero pediu a recolha de óleos alimentares usados como recurso energético para substituir combustíveis fósseis, afirmando que menos de quatro por cento do seu potencial é aproveitado.
  • O biocombustível produzido a partir destes óleos pode reduzir a dependência de importações nos trasportes rodoviário, marítimo e aéreo, embora Portugal desperdice um recurso com valor ambiental, económico e energético.
  • A recolha municipal de óleos usados no setor doméstico representa menos de quatro por cento do potencial estimado; se captado, Portugal poderia produzir entre vinte e cinco e trinta milhões de litros por ano.
  • Não colocar o óleo no lava-loiça, sanita ou esgoto é essencial para evitar problemas de drenagem e poluição da água, o que acarreta custos para serviços públicos.
  • A proposta é guardar o óleo em plásticos fechados e entregá-lo em oleões, com os municípios a reforçar a rede de oleões; Portugal gera entre quarenta e três mil e sessenta e cinco mil toneladas por ano, com cerca de sessenta e dois por cento proveniente do setor doméstico.

A ZERO pediu, nesta quarta-feira, que se recolham os óleos alimentares usados (OAU) como recurso energético para substituir combustíveis fósseis. A associação afirma que Portugal desperdiça menos de 4% do potencial deste material.

A organização lembra que os OAU são a matéria-prima mais sustentável para biocombustíveis, capazes de reduzir a importação de combustíveis no transporte rodoviário, marítimo e aéreo. O alerta visa reduzir a dependência externa de energia.

Segundo a ZERO, a recolha municipal de OAU no setor doméstico representa menos de 4% do potencial estimado, o que a associação considera um falhanço de política pública.

Se o potencial doméstico for captado, a Zero estima que Portugal pode produzir entre 25 e 30 milhões de litros de biocombustível por ano, cerca de 25 a 30 vezes mais do que hoje.

Os OAU não devem ser despejados no lava-loiça, na sanita nem no esgoto, para evitar problemas nos sistemas de drenagem e águas residuais e custos públicos adicionais, adianta o comunicado.

A ZERO reitera que Portugal já dispõe de capacidade industrial para valorizar este recurso, propondo que os cidadãos guarde o óleo em recipientes fechados e o entregue em oleões, e que os municípios reforcem a rede de oleões.

A organização defende tratar os OAU como um fluxo prioritário da economia circular e da segurança material do país. Dados de estudo conjunto com a APA indicam que há entre 43 mil e 65 mil toneladas de OAU geradas por ano em Portugal, com cerca de 62% originárias do setor doméstico.

Dados e Proposta

A ZERO afirma que, com melhorias na recolha e gestão, o país poderia aumentar significativamente a produção de biocombustíveis a partir de OAU, promovendo independência energética e redução de custos ambientais.

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