Três projetos urbanos previstos para Gaia incluem torres de 12 pisos na Rua de Bustes, a construção de 73 habitações na Quinta do Paço e a reconversão da pedreira da Madalena. As medidas foram aprovadas numa reunião privada, com maioria do executivo.
O projeto da Rua de Bustes, junto ao estádio do Sport Clube Canidelo, prevê três torres de 12 andares com 40,88 metros de altura, totalizando 19.754 m2 de construção. No total, está ainda prevista a criação de um parque urbano.
A segunda fase do Bustes envolve dois lotes com seis pisos cada, num total de 8.300 m2, dependente da concretização da VL1 pela autarquia. Em termos de mobilidade, o promotor aponta 599 lugares de estacionamento privado, 71 públicos e seis para mobilidade condicionada.
Quinta do Paço e pedreiras
No conjunto da Quinta do Paço, junto à igreja de Canidelo, estão previstos quatro lotes, com 73 habitações distribuídas entre T2, T3 e T4, além de um lote para habitação unifamiliar. O conjunto tem área bruta de construção de cerca de 9.034 m2, com condições de cedência de espaço à autarquia para arruamentos.
Outra parcela do conjunto envolve 31 habitações entre moradias T3 e apartamentos T2, com área bruta de construção de 5.856 m2. As operações incluem ainda uma cedência de espaço para ampliar o Centro de Dia da Associação de Solidariedade Social dos Idosos de Canidelo.
A reconversão da Pedreira da Madalena envolve um Plano de Pormenor com prazo de 12 meses, sujeito a Avaliação Ambiental Estratégica, num espaço de 39 hectares junto a referências como a Linha do Norte e a A1. A área é classificada pelo PDM como Solo Urbano em expansão.
Contexto e contornos legais
O Plano de Pormenor da Madalena envolve estaleiros da Câmara Municipal e a reconversão é orientada pela tipologia mista prevista no PDM, com ênfase na multifuncionalidade entre habitação, comércio e serviços. Os projetos nasceram na gestão anterior do PS e foram aprovados pela maioria do executivo atual, com abstenção do PS.
O vereador João Paulo Correia (PS) expressou preocupação com o timing da aprovação, afirmando que as três operações megaurbanísticas estão a avançar antes da revisão do PDM, marcada para breve. O autor da crítica não questiona os projetos em si, mas a pressa na sua validação.
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