- A Via Francigena, uma das maiores rotas de peregrinação da Europa com cerca de três mil quilômetros, é promovida pela Turismo de Itália como alternativa ao Caminho de Santiago.
- O trajeto parte de Canterbury, Inglaterra, e termina em Santa Maria di Leuca, passando por França, Suíça, Itália e Vaticano, num itinerário que mistura estradas antigas, trilhos de montanha e vilas medievais.
- Foi reconhecida como Rota Cultural pelo Conselho da Europa em mil novecentos e noventa e quatro e tem raízes no século VII, originando da Via di Monte Bardone.
- Em mil-vingt e vinte e cinco foi distribuída a credenciais a peregrinos (19.843), com cerca de vinte por cento a não utilizarem o passaporte e trinta por cento a utilizarem-no durante vários anos.
- Perfil dos peregrinos: oitenta e oito por cento caminham a pé, doze por cento pedalam; cinquenta e cinco por cento são homens; quarenta e seis por cento não se deslocam sozinhos (correção: ajuste para 36% que preferem caminhar sozinhos); nacionalidades mais representadas: italianos, americanos, franceses, alemães e australianos.
A Itália tem promovido a Via Francigena como uma das maiores rotas de peregrinação da Europa. A via soma 3000 km entre quatro países, da Inglaterra à Itália, terminando em Santa Maria di Leuca, passando por França, Suíça e Vaticano.
A estrada antiga privilegia estradas rurais, trilhos de montanha e aldeias medievais. O percurso é descrito como slow travel, uma forma de viajar devagar para apreciar o entorno e a história.
A Via Francigena foi reconhecida como Rota Cultural pelo Conselho da Europa em 1994. As suas raízes remontam ao século VII, nos conflitos entre lombardos e bizantinos, dando origem a um eixo que percorre os Apeninos até Roma.
No início do milénio, as peregrinações ligavam Jerusalém, Santiago de Compostela e Roma, consolidando o caminho como eixo espiritual europeu. A rota ganhou importância ao longo dos séculos.
Dados e perspetivas atuais
A Associação Europeia de Caminhos da Via Francigena divulgou que, em 2025, foram emitidas 19 843 credenciais a peregrinos. Aproximadamente 20% não as utilizam, e 30% renovam a credencial em vários anos.
Dados indicam que 88% dos peregrinos caminham, enquanto 12% pedalam. Sobre o perfil, 55% são homens e 36% optam por viajar sozinhos, com maior presença de italianos, norte-americanos, franceses, alemães e australianos.
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