- O festival Dias da Dança 2026, no Porto, aponta para seis estreias em quatro dias, com o objetivo de prosseguir até domingo.
- Na primeira semana, foi registada uma taxa de ocupação de 91%, segundo o diretor artístico Drew Klein.
- Destaque inicial: Jonathan Uliel Saldanha apresenta Axiom Casino, no Teatro do Bolhão, sexta e sábado.
- No Teatro Rivoli, Gio Lourenço & Sofia Berberan apresentam Sobre o fim, e a TAO Dance Theater mostra 16 e 17 num double bill ligado à Numerical Series.
- Na Central Elétrica do Porto e no Teatro Campo Alegre aparecem Again forever, Bixa Bixo, Sensível e How to live for the sake of dying, numa apresentação distribuída entre sexta, sábado, sábado e domingo.
O festival Dias da Dança 2026 entra na fase final com seis estreias em quatro dias, no Porto, até domingo. A ocupação da primeira semana atingiu 91%, segundo o diretor artístico Drew Klein. O cartaz reúne múltiplas instalações, coreografias e espectáculos de várias meeting points da cidade.
Jonathan Uliel Saldanha estreia Axiom Casino no Teatro do Bolhão, numa parceria entre o coreógrafo e a equipa criativa. A obra explora linguagem, comunicação com outras espécies e estruturas de poder, através de um jogo coreográfico que mistura roleta, corpo e som. A peça prolonga-se até sábado, com performances de sexta a sábado.
No Rivoli, Gio Lourenço e Sofia Berberan apresentam Sobre o fim, uma coreografia que convida a refletir sobre o término das relações e a possibilidade de reinvenção. A peça ocupa sessões de quinta a sexta-feira, num formato intimista, com foco na transformação emocional.
No mesmo espaço, a TAO Dance Theater traz um doble bill com 16 e 17, integradas na série Numerical Series. 16 reforça a fluidez rítmica inspirada em símbolos chineses, enquanto 17 descontrói a linha contínua em movimentos dispersos, aumentando a intensidade sonora durante o espectáculo.
Na Central Elétrica do Porto, Lisa Vereertbrugghen/CAMPO apresenta Again forever, que questiona tempo e memória no corpo em movimento, com influência de techno e uma abordagem de desaceleração da música. O espectáculo sobe ao palco na sexta e no sábado.
Ainda na Central Elétrica, DIDI, Rod, Tony Omolu/Coletivo Afrontosas apresentam Bixa Bixo, peça que aborda identidade, resistência e expressão coletiva com uma energia afirmativa e uma lente queer africana.
No Teatro Campo Alegre, Maurícia Neves com uma equipa de intérpretes estreia Sensível, uma criação que investiga fragilidades e forças do corpo, explorando estados emocionais e relações subtis entre artistas. O espectáculo sucede também no sábado e no domingo.
Xana Novais encerra o conjunto de programações no Campo Alegre com How to live for the sake of dying, peça que cruza referências de pensamento e arte. O trabalho apresenta uma linguagem provocatória, incluindo nudez e imagens fortes, para desafiar a sensibilidade do público.
A organização mantém a aposta na diversidade de formatos, desde performance de sala a peças mais abstratas, com foco na exploração de temas como linguagem, identidade e vulnerabilidade. O festival continua até ao domingo, com bilheteira em funcionamento nos espaços associados.
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