- A Câmara do Porto vai votar na terça-feira o arrendamento, por cinco anos, de um imóvel na Rua do Almada, para criar uma rede de centros de criação artística com residências temporárias.
- O contrato prevê o pagamento de cerca de 158 mil euros por ano à associação cultural Mala Voadora, por cinco anos, com hipótese de aquisição futura.
- O objetivo é estabelecer uma rede de espaços para residências temporárias de estruturas, coletivos e artistas, promovendo experimentação, capacitação e apresentação pública.
- A autarquia afirma que a rede pretende reduzir a dependência de programas municipais, promovendo liberdade e renovação artística no Porto.
- O espaço inclui uma white box, uma black box e três estúdios/apartamentos; foi colocado no mercado no final de 2025 após ter desempenhado funções de residência artística pela Mala Voadora.
A Câmara Municipal do Porto aprovou, nesta terça-feira, o arrendamento de um imóvel na Rua do Almada por cinco anos, dando origem a uma rede de centros de criação artística para residências temporárias. O acordo com a associação Mala Voadora envolve um pagamento anual de cerca de 158 mil euros.
O contrato prevê a utilização do espaço durante cinco anos, com avaliação de preço para eventual aquisição caso haja vontade das partes. A autarquia afirma que o objetivo é criar bases para acolher estruturas, coletivos e artistas individuais, promovendo experimentação e interação criativa.
A medida surge como parte de uma estratégia para reduzir a dependência de encomendas públicas e favorecer uma programação mais estável por parte de entidades culturais locais. O espaço funciona como plataforma para residências de curta, média e longa duração, com foco nas artes performativas.
Estrutura do espaço e finalidade
O imóvel combina uma white box e uma black box, além de três estúdios ou apartamentos, destinados a residências artísticas, ensaios e criação. A Câmara destacou que o equipamento já desempenhou funções relevantes na área cultural da cidade.
O município explica que manter o equipamento na esfera cultural evita desvios de uso, respondendo à carência de espaços profissionalmente habilitados para residências artísticas. A ideia é integrá-lo na futura rede municipal de centros de criação.
Segundo o comunicado, a iniciativa pretende estimular a radicação de estruturas criativas, facilitar a capacitação e promover a apresentação pública, com uma oferta menos dependente de programas municipais. A medida faz parte de um conjunto de ações para dinamizar a produção artística no Porto.
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