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Bill Gates admite erro de julgamento sobre Epstein, afirma não prejudicar ninguém

Bill Gates admite grave erro de julgamento ao reunir-se com Epstein; garante nunca ter prejudicado ninguém nem testemunhado conduta criminosa

Foto: Jim Lo Scalzo/EPA
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  • Bill Gates reconheceu um “grave erro de julgamento” por ter encontrado Jeffrey Epstein e depôs perante uma comissão do Congresso dos EUA a portas fechadas.
  • O fundador da Microsoft afirmou que nunca prejudicou ninguém nem testemunhou conduta criminosa por parte de Epstein.
  • A relação com Epstein iniciou-se em 2011 e terminou em 2014, após Gates concluir que Epstein não poderia cumprir as promessas de angariação de milhões para iniciativas globais de saúde.
  • Gates assegurou que nunca esteve na ilha de Epstein nem em outras propriedades associadas.
  • Epstein foi acusado, em 2019, de tráfico sexual de menores; morreu numa cela de prisão em Nova Iorque, sem que Gates tenha sido acusado de irregularidades.

Bill Gates afirmou esta quarta-feira ter feito um grave erro de julgamento ao conhecer Jeffrey Epstein, mas garantiu que nunca fez mal a alguém nem testemunhou conduta criminosa contínua do financista. O testemunho ocorreu a portas fechadas perante uma comissão do Congresso dos EUA.

O cofundador da Microsoft disse que começou a relação com Epstein através de contactos profissionais e filantrópicos, motivado por promessas de angariar centenas de milhões para iniciativas globais de saúde. A ligação terminou em 2014, quando concluiu que Epstein não poderia cumprir tais promessas.

Apesar de existir correspondência e registos de encontros, Gates afirma nunca ter ido à ilha de Epstein nem a outras propriedades associadas. Reiterou ainda que não houve tentativa de personalizar a sua relação e que não houve qualquer benefício pessoal.

Detalhes do depoimento e contexto

A comissão liderada pelo deputado James Comer solicitou a participação de Gates após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein. O material inclui calendários, emails sobre projetos filantrópicos e fotos em eventos com Epstein.

Epstein foi acusado em 2019 de tráfico sexual de menores e conspiração, e morreu na prisão em Nova Iorque, em circunstâncias ainda debatidas. A investigação federal continua a esclarecer redes de favorecimento associadas ao caso.

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