Bill Gates afirmou esta quarta-feira ter feito um grave erro de julgamento ao conhecer Jeffrey Epstein, mas garantiu que nunca fez mal a alguém nem testemunhou conduta criminosa contínua do financista. O testemunho ocorreu a portas fechadas perante uma comissão do Congresso dos EUA.
O cofundador da Microsoft disse que começou a relação com Epstein através de contactos profissionais e filantrópicos, motivado por promessas de angariar centenas de milhões para iniciativas globais de saúde. A ligação terminou em 2014, quando concluiu que Epstein não poderia cumprir tais promessas.
Apesar de existir correspondência e registos de encontros, Gates afirma nunca ter ido à ilha de Epstein nem a outras propriedades associadas. Reiterou ainda que não houve tentativa de personalizar a sua relação e que não houve qualquer benefício pessoal.
Detalhes do depoimento e contexto
A comissão liderada pelo deputado James Comer solicitou a participação de Gates após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein. O material inclui calendários, emails sobre projetos filantrópicos e fotos em eventos com Epstein.
Epstein foi acusado em 2019 de tráfico sexual de menores e conspiração, e morreu na prisão em Nova Iorque, em circunstâncias ainda debatidas. A investigação federal continua a esclarecer redes de favorecimento associadas ao caso.
Entre na conversa da comunidade