- O líder de um grupo neonazi da Europa de Leste, Michail Chkhikvishvili, de 22 anos, foi condenado a 15 anos de prisão.
- O grupo Maniac Murder Cult defende violência e tem membros nos Estados Unidos e em várias partes do mundo; está sediado na Rússia e na Ucrânia.
- A condenação resulta de incitação a crimes de ódio e de divulgação de informação sobre fabrico de bombas e ricina; há um plano que envolvia vestir-se de Pai Natal para distribuir doces envenenados a crianças judias.
- Chkhikvishvili recrutou seguidores para perpetrar ataques com elevado número de vítimas na cidade de Nova Iorque.
- A defesa pediu cinco anos de pena, citando problemas de saúde mental desde a adolescência e condições de confinamento na Moldávia, onde foi detido em 2024 sob mandado internacional.
Michail Chkhikvishvili, de 22 anos, da Geórgia, foi condenado a 15 anos de prisão por incitar violência contra judeus e minorias raciais. O líder do Maniac Murder Cult é associado a um grupo neonazi com atuação internacional, sediado na região da Rússia e da Ucrânia.
A acusação aponta que o grupo promove uma guerra racial e planeou ataques violentos com elevado potencial de vítimas. Entre os planos, estaria vestir-se de Pai Natal para distribuir doces envenenados a crianças judias, segundo autoridades.
Chkhikvishvili reconheceu ter causado danos ao espalhar ódio, e pediu desculpas ao juiz por via de carta citada pela Associated Press. No processo, já se tinha declarado culpado, em novembro, de incitar crimes de ódio e de divulgar informações sobre fabrico de explosivos e ricina.
A defesa solicitou uma pena de cinco anos, argumentando problemas de saúde mental desde a adolescência e condições de detenção adversas durante quase um ano na Moldávia, em 2024, quando foi detido ao abrigo de um mandado internacional.
Condenação e contexto
O grupo Maniac Murder Cult é descrito como extremista e com membros nos Estados Unidos e em várias partes do mundo. As autoridades ressaltam que a organização defende uma ideologia neonazi e pretende provocar uma escalada de violência contra minorias. A sentença envolve ainda monitoramento pós-pena e medidas de reintegração.
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