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Esquadra do Rato: polícia não viu agressões; imagens sugerem o contrário

Imagens de agressões com gás pimenta e luvas de boxe sustentam o julgamento de dois agentes da esquadra do Rato, enquanto depoimentos divergem

Polícias pertenciam à 22ª Esquadra da Policia de Segurança Pública (PSP), no Largo do Rato
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  • Os polícias da esquadra do Largo do Rato negaram ter visto agressões, durante os depoimentos em tribunal.
  • Vídeos, mensagens de Whatsapp e depoimentos das vítimas sugerem agressões dentro da esquadra, incluindo uso de gás pimenta e de luvas de boxe.
  • Dois arguidos vão a julgamento: Guilherme Leme e Óscar Borges; Leme fica em prisão preventiva, Borges em domiciliária; Leme é acusado de 29 crimes e Borges de sete, incluindo tortura.
  • A juíza considerou as vítimas credíveis e as suas declarações congruentes com a prova, reconhecendo que algumas testemunhas não são tão credíveis.
  • Além dos dois arguidos, há sete agentes indiciados por suspeitas de tortura; o caso continua em investigação.

Apesar das declarações em tribunal, agentes da Esquadra do Rato não admitiram ter visto agressões, segundo a instrução criminal. O Ministério Público mantém dois arguidos para julgamento, com base em provas de testemunhas, vídeos e mensagens.

As investigações incluem ainda sete agentes indiciados por alegada tortura, num processo que permanece em fase de inquérito. O caso envolve alegadas agressões contra cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Imagens e relatos

A juíza de instrução descreveu vídeos e mensagens de telemóvel que, segundo a acusação, comprovam abusos dentro da esquadra. Vítimas aparecem algemadas e sob pressão, com agressões físicas registadas em luvas de boxe e gasosas.

Relatos de uma das vítimas indicam coerência com as provas recolhidas, incluindo incidentes de agressão e intimidação. A magistrada destacou que o contexto de vulnerabilidade não compromete a credibilidade das testemunhas.

Do lado dos arguidos, alguns depoimentos são considerados contraditórios em relação à restante prova. A juíza manteve a leitura dos indícios suficientes para levar dois agentes a julgamento. Outros colegas também estão sob suspeita.

Desdobramentos processuais

Guilherme Leme e Óscar Borges enfrentam acusações separadas, com Leme em prisão preventiva e Borges em prisão domiciliária. Entre os crimes, constam tortura, violação e agressões físicas consumadas ou na forma tentada.

O caso começou a ganhar contornos públicos em outubro de 2024, com alegações de violação de uma pessoa em situação de sem-abrigo. O inquérito envolve ainda relatos de intimidar vítimas, incluindo insultos e coerção.

A juíza não indica, no despacho de remessa a julgamento, se foram emitidas certidões sobre depoimentos de outros colegas. Segundo o tribunal, as testemunhas não podem mentir em tribunal, differindo dos arguidos, cuja posição é de acusação.

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