- A operação Grimm, lançada em abril de 2025, em cooperação com a Europol e dez países europeus, visa combater a violência por encomenda nas redes sociais.
- No primeiro ano, 280 pessoas foram detidas globalmente e a parceria com empresas tecnológicas foi reforçada.
- Mais da metade das detenções está ligada a redes criminosas suecas, incluindo crianças entre 10 e 12 anos; na Suécia estas crianças devem ficar aos cuidados dos serviços sociais.
- Três indivíduos passam a ser suspeitos de crimes da categoria “violência por encomenda”: um sueco recrutador de um grupo criminoso procurado por homicídio, outro sueco com várias tentativas de homicídio e conspiração para homicídio, e um alemão acusado de orquestrar homicídios a partir do estrangeiro.
- A polícia afirma que o recrutamento de jovens continua e pede responsabilidade às plataformas tecnológicas, mencionando reuniões com Google, Meta, TikTok e Snapchat para intensificar monitorização e autocontrolo.
A operação Grimm, lançada em abril de 2025, resulta de cooperação entre a polícia sueca, Europol e dez países europeus para enfrentar a chamada violência por encomenda nas redes sociais. O objetivo é impedir recrutamento online de indivíduos, com frequência menores, que coordenam atos violentos no mundo real.
No balanço do primeiro ano, a polícia sueca reporta quase 300 detenções em todo o mundo, com mais de metade associada a redes criminosas do país. Entre os detidos estão crianças de tenra idade, indicando um uso das plataformas para aliciar menores.
A Europol indicou que três pessoas passam a ser suspeitas de crimes enquadráveis na violência por encomenda: um sueco recrutador de um grupo criminoso e procurado por homicídio, um segundo sueco envolvido em várias tentativas de homicídio e conspiração, e um alemão ligado à coordenação de homicídios a partir do estrangeiro.
As redes na Suécia teriam adotado um sistema de recrutamento pouco estruturado via redes sociais, recorrendo a menores para executar crimes. A operação abrange ainda Bélgica, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Islândia, Países Baixos, Noruega e Espanha.
Apesar do elevado número de detenções, a polícia sueca alerta que o recrutamento de jovens para violência persiste. As autoridades apontam que as empresas tecnológicas devem assumir responsabilidade na vigilância e moderação de conteúdos.
A autoridade sueca sublinha a importância de uma cooperação mais ampla entre forças de segurança e plataformas digitais. Ao longo do último ano, houve reuniões com Google, Meta, TikTok e Snapchat para reforçar ferramentas de automonitorização.
Theodor Smedius, da polícia sueca, aponta que investigações e processos judiciais não bastam isoladamente. O responsável acrescenta que é necessário avançar com medidas práticas para proteger crianças e jovens.
Entre as mensagens oficiais, reforça-se que plataformas devem intensificar a automonitorização, a remoção de conteúdos de risco e a cooperação com autoridades para impedir abusos na utilização de redes sociais por menores.
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