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Tribunal espanhol mantém penas a casal homicida português

Tribunal superior espanhol mantém as penas de 22 e 17 anos ao casal português pelo homicídio de Jaime G., reformado de Chaves, em Zamora, Espanha

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  • O Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão, com sede em Burgos, manteve as penas de 22 e 17 anos de prisão para o casal português Ana Cristina e António, condenados pela morte de Jaime G.
  • Os arguidos, em prisão preventiva desde dezembro de 2019, já tinham recorrido da primeira decisão de novembro passado, mas o recurso foi rejeitado.
  • Ana Cristina foi a principal visada do acórdão, ligada ao crime por ser cotitular da conta da vítima e ter continuado a extrair a reforma após o homicídio.
  • Jaime G., aposentado de Chaves, vivia como sem-abrigo numa localidade da Galiza; o casal sufocou-o com um saco e atirou o corpo para um lago na região de Zamora.
  • A decisão foi tomada pelo tribunal superior de justiça de Castela e Leão, na cidade de Burgos.

O Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão manteve as penas de 22 e 17 anos de prisão aplicadas a um casal de portugueses, condenado pelo homicídio de Jaime G., um cidadão português que vivia em situação de sem-abrigo na região de Zamora. A decisão foi proferida na cidade de Burgos, na terça-feira, após recurso do casal contra a sentença de primeira instância.

Os arguidos, Ana Cristina e António, estão em prisão preventiva desde dezembro de 2019, altura em que o crime ocorreu. O tribunal local rejeitou os argumentos apresentados na apelação, mantendo as penas iniciais.

A pena mais elevada recai sobre Ana Cristina, cuja participação foi considerada determinante para a continuidade dos crimes, alegadamente por ter aproveitado a cotitularidade da conta da vítima para continuar a beneficiar-se da reforma após o homicídio.

Decisão mantida pelo tribunal

Jaime G. vivia como sem-abrigo numa localidade da Galiza. O homicídio terá sido motivado por questões económicas, com o casal a sufocar a vítima com um saco e a deitar o corpo num lago da região de Zamora. O caso ganhou notoriedade pela utilização de informações financeiras da vítima para obter benefícios económicos, segundo a informação já conhecida.

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