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Fracasso: não foi visto o ladrão Miguelito nem o dinheiro em Saltillo

Quarenta anos depois, a busca por Miguelito Carranza em Saltillo persiste, com o mistério do saque à comitiva portuguesa e o dinheiro desaparecido

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  • Em 1986, Miguelito Carranza foi destacado pela FIFA para ajudar a comitiva da seleção portuguesa durante uma deslocação aos Estados Unidos, recolhendo a lista de pedidos e dinheiro.
  • Ficou conhecido como facilitador de serviços, supostamente oferecendo tudo, desde contatos a drogas, e era visto como “o homem” pela equipa de futsal portuguesa.
  • Segundo Paulo Futre, a equipa chegou a pedir compras que não chegaram: Miguelito desapareceu com o dinheiro e as compras, deixando os portugueses sem bens.
  • O jornalista chegou a Saltillo com a intenção de o encontrar, mas Miguelito tornou-se para a cidade quase um fantasma local.
  • Apesar de não ter conseguido confirmar a identidade ou falar com ele, o repórter continua a procurar no Texas, mantendo a esperança de algum contacto ou entrevista.

Para Saltillo chegou uma busca antiga, de 40 anos: localizar Miguelito Carranza, suposto facilitador de uma viagem da seleção portuguesa que acabou em roubos. O episódio ocorreu em 1986, durante uma deslocação da equipa a território norte-americano.

Em 1986, a FIFA destacou um cidadão local para apoiar a comitiva de Portugal. O papel do homem, descrito pelo antigo jogador Paulo Futre, oferecia facilidades controversas, incluindo serviços variados e até substâncias, consoante as situações. A narrativa aponta para um personagem que se revelou decisivo.

Durante uma viagem aos Estados Unidos, a lista de pedidos da seleção ficou na mão de Miguelito Carranza, que terá recebido soma considerável em pagamento. Os produtos para a equipa nunca chegaram ao hotel La Torre, nem o próprio Miguelito, que desapareceu sem deixar rasto. Os jogadores ficaram sem compras e sem dinheiro.

Apesar da expedição a Saltillo, o objetivo de identificar o suposto ladrão não se concretizou. O próprio Futre recorda o incidente como uma curiosa anedota da trajetória da equipa. O mistério permanece sem resolução até ao presente momento.

O repórter decidiu continuar a investigação, mantendo o foco na figura de Miguelito Carranza e no episódio de 1986. A viagem a Saltillo, no entanto, não confirmou a identidade do homem ou a existência de responsáveis legais no âmbito do caso.

Australiano há quem discorde: há quem afirme ter conhecimento de Miguel Carranza, mas não há confirmação de que se trate do mesmo Miguelito. A busca continua, sem garantias de sucesso, com o objetivo de esclarecer o que aconteceu há quase metade de uma década.

A reportagem parte para o Texas, em busca de novas pistas. O trabalho, segundo a equipa, manteve-se fiel à essência jornalística: apurar factos, cruzar informações e evitar suposições. O mistério persiste, sem conclusão imediata.

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