- Em junho de dois mil e vinte e um, no Tribunal Central de Instrução Criminal, o juiz Carlos Alexandre incentivou o Ministério Público a apresentar mais arguidos além de Joe Berardo e do seu advogado André Luiz Gomes.
- Berardo e Gomes são suspeitos de burla qualificada aos três bancos que lhes tinham concedido crédito: Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e BES (Novo Banco).
- A investigação aponta que alguns banqueiros estavam dispostos a perdoar mais de metade da dívida de mil milhões.
- A referência está ligada a escutas que foram recolhidas e que integram o caso em causa.
- Os factos envolvem, direta ou indiretamente, os três bancos beneficiários dos empréstimos concedidos ao empresário.
Com o julgamento que envolve Joe Berardo no TCIC, a investigação avança para além dos dois detidos na altura. Em junho de 2021, o juiz Carlos Alexandre incentivou o Ministério Público a apresentar mais testemunhas, além do empresário e do seu advogado, André Luiz Gomes. Berardo e Gomes são suspeitos de burla qualificada aos três bancos que lhes concederam crédito.
As novas escutas revelam uma linha de comunicação entre decisores do setor bancário. Segundo as gravações, alguns gestores estariam dispostos a perdoar parte significativa da dívida do empresário, estimada em perto de mil milhões de euros, o que representaria mais de metade do montante originalmente devido. Os diálogos surgem no contexto da investigação em curso.
A temporização do processo mantém-se em aberto, com os investigadores a recolher elementos que permitam confirmar ou desmentir o alinhamento entre perímetros de negócios do grupo de Berardo e as instituições financeiras envolvidas. As informações emergem num momento em que o tribunal prossegue com a análise de indícios e depoimentos.
Envolvidos e contexto
Berardo, empresário e investidor, é o principal arguido do caso. Ao seu lado está, desde o início, o advogado André Gomes, também alvo de diligências no âmbito da investigação. Do lado das instituições aparecem representantes de bancos como CGD, Millennium BCP e BES, cujas operações são centrais na alegada burla.
Cronologia e foco da investigação
A audiência de junho de 2021 decorreu no TCIC, em meio a um ambiente marcado pela pandemia de Covid-19. A Procuradoria tem reiterado a necessidade de esclarecer a extensão de eventuais favorecimentos e a conformidade de operações com a lei, sem adiantar conclusões. O caso permanece em fase de instrução com várias diligências por realizar.
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