- Um jovem de 19 anos foi baleado na anca por um sargento reformado do Exército, de 58 anos, após desentendimento entre jovens e o enteado do atirador, na quinta-feira à tarde, em Castro Marim.
- O disparo ocorreu contra o carro onde seguiam os jovens; a vítima foi assistida no local e transportada para o hospital de Faro, sem risco de vida.
- O suspeito entregou-se no Posto da GNR de Castro Marim horas depois, levando a arma utilizada; a GNR abriu processo por alegada arma proibida após encontrar um bastão e uma faca no veículo.
- O arguido foi apresentado ao Ministério Público, ficou em liberdade mediante termo de identidade e residência, sem medidas de coação.
- A Polícia Judiciária investiga as circunstâncias do disparo; o caso é visto pela PJ como possível crime de homicídio na forma tentada, embora o Ministério Público possa ter entendimento diferente.
Um jovem de 19 anos ficou ferido na anca após ser alvo de um disparo efetuado por um sargento reformado do Exército, de 58 anos, durante um desentendimento envolvendo o enteado do militar. O incidente ocorreu na quinta-feira à tarde, numa situação entre um grupo de jovens e o padrasto de um deles, na região de Castro Marim.
Segundo as informações recolhidas, o rapaz pediu ajuda ao padrasto após a discussão e este dirigiu-se aos jovens, abrindo fogo contra o veículo em que seguiam. O condutor ficou ferido e foi assistido no local, tendo sido transportado para o hospital de Faro, onde permaneceu estável.
O suspeito entregou-se no Posto da GNR de Castro Marim horas depois, levando a arma utilizada. A GNR informou o Ministério Público, que não mandou deter o homem por homicídio tentado. Durante a presença no posto, a autoridade encontrou ainda um bastão e uma faca no carro do sargento, e o deteve por posse de arma proibida. O sargento foi ouvido pelo MP e constituído arguido, ficando em liberdade sem medidas de coação além do termo de identidade e residência.
A Polícia Judiciária foi chamada ao local para investigar as circunstâncias do disparo. Em relação à tipificação, o CM avança que, para a PJ, o caso pode configurar homicídio na forma tentada, embora o MP possa divergir dessa avaliação no decorrer da investigação.
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