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Tempo crucial para resgatar portugueses afetados pelos sismos na Venezuela

Luta contra o tempo para localizar dezenas de lusodescendentes entre as vítimas portuguesas dos sismos na Venezuela, com pelo menos 28 mortos confirmados

Equipas de resgate continuam a trabalhar no meio dos destroços na Venezuela
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  • O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou até sexta-feira à noite pelo menos 28 vítimas mortais portuguesas na Venezuela, com cerca de 85 portugueses desaparecidos.
  • A presença portuguesa na Venezuela é significativa, com mais de 220 mil portugueses e quase um milhão de lusodescendentes; muitos estão em La Guaira, zona mais afetada pelos sismos.
  • Entre as vítimas identificadas estão Eleana Pires, de 45 anos, e as filhas Patrícia, de 14, e Verónica, de 17, que tinham raízes na Madeira.
  • Familiares relatam enorme medo com réplicas e edifícios em ruína; muitos estão na rua, sem conseguir aceder a bens básicos, e o centro de La Guaira permanece fechado.
  • Os apelos para localizar dezenas de portugueses continuam, sobretudo através das redes sociais, com casos como Célia Filipa da Silva Ferreira, 49, e Samuel, 13, ainda incontactáveis.

Nos sismos que devastaram o centro da Venezuela, dezenas de portugueses e lusodescendentes seguem desaparecidos ou foram vítimas, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a confirmar pelo menos 28 mortes até a noite de sexta-feira. Em La Guaira, famílias aguardam por informações enquanto a comunidade portuguesa procura saber o destino de entes queridos.

Entre os casos já identificados, estão Eleana Pires (45), as filhas Patrícia (14) e Verónica (17); Ângela Betty Gouveia (53) e Gabriel Sousa Reinaldo (56). Todos residiam na região e tinham ligações familiares à Madeira. Familiares na Madeira relatam dor e necessidade de retomar a vida.

Francisco Valente, que vive em Caracas, descreve a situação como muito difícil: prédios em ruína, réplicas a ameaçar estruturas ainda de pé e pessoas na rua. A cidade de La Guaira ficou com o centro fechado, dificultando a passagem de ajuda.

José António de Andrade, também a residir na área, relata trauma e medo. A casa resistiu, mas sofreu danos, levando-o a abandonar o lar e a não regressar ainda. O susto persiste entre a comunidade, com receio de novas réplicas.

Entre quem procura familiares, Manuel Sardinha relata que a neta está desaparecida e descreve o medo de que esteja entre os escombros do prédio de oito andares. Um dos filhos foi resgatado após 34 horas soterrado, com outros familiares ainda por localizar.

Desdobramentos e apelos

Os apelos à localização de portugueses continuam, com mensagens a circular principalmente nas redes sociais. Célia Filipa da Silva Ferreira (49) e o filho Samuel (13) estão incontactáveis desde os sismos, na área Los Corales. A Venezuela abriga mais de 220 mil portugueses e quase um milhão de lusodescendentes.

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