O Partido Socialista (PSOE) consolidou-se na liderança das intenções de voto, mas registou um recuo significativo no último barómetro do Centro de Investigações Sociológicas (CIS). A sondagem, divulgada numa fase marcada por escândalos envolvendo o círculo do governo, aponta menos 5 pontos percentuais face ao estudo anterior.
Entre os fatores mencionados pelo CIS estão investigações e acusações envolvendo figuras próximas ao executivo, como o ex-primeiro-ministro Zapatero e aliados como Leire Díez, Koldo García, José Luis Ábalos, David Sánchez e Begoña Gómez. O contexto tem gerado dúvidas entre eleitores sobre a gestão política.
Segundo o barómetro, o PSOE fica com 31,3% das intenções de voto em eleições legislativas hipotéticas, caindo quase 5 pontos desde a sondagem anterior. Mesmo assim, mantém a liderança e uma margem de pouco mais de quatro pontos sobre o PP.
O Partido Popular (PP) sobe para 27,1% dos apoios, enquanto o Vox permanece na terceira posição com 15,8%, registrando, porém, uma ligeira descida. Este é o primeiro barómetro após a notícia da constituição de Zapatero como arguido no âmbito da investigação da Plus Ultra, além das investigações em curso contra outros membros do governo.
O CIS de Tezanos mantém o PSOE como a opção preferida para os eleitores, mas a distância para o PP reduziu significativamente face a sondagens anteriores. Noutras leituras, o último barómetro anterior aos casos dava ao PSOE uma vantagem superior a 11 pontos sobre os populares.
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