O premier do Kosovo, Albin Kurti, pediu cooperação entre forças políticas para terminar o bloqueio institucional de 18 meses, após o Vetëvendosje vencer as eleições legislativas, sem maioria para governar sozinho. A vitória ocorre num cenário de instabilidade.
As eleições de domingo contaram com 99,4% dos votos apurados. O Vetëvendosje obteve 43%, o Partido Democrático do Kosovo 21% e a Liga Democrática do Kosovo 18%. A diáspora kosovar ainda tem cerca de 100 mil votos por apurar.
Apesar do desempenho, o Vetëvendosje não alcançará a maioria absoluta necessária para governar sozinho. O partido deverá formar coalizões, mantendo-se abaixo dos 51% de Dezembro, quando não conseguiu acordo para escolher um novo Presidente.
Kurti afirmou aos apoiantes, na noite de domingo, que nas próximas semanas haverá contactos com a oposição para cooperação entre todos os atores políticos. A comunicação sinaliza intenções de desbloquear a crise institucional.
O escrutínio decorreu pela terceira vez em menos de 18 meses, com participação de menos de 37%. A afluência registou uma descida face aos 45% de Dezembro, segundo a comissão eleitoral.
Contexto político e perspetivas
Analistas apontam que o resultado não deverá provocar mudanças profundas na direção do país. O Kosovo continua a enfrentar impasses institucionais que atrasam reformas para a entrada na União Europeia.
Alguns especialistas recomendam cautela: o Governo de Kurti pode manter uma maioria precária ou exigir concessões significativas para avançar grandes projetos nacionais, deixando o futuro político ainda incerto.
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