422 ativistas da flotilha para Gaza chegaram a Istambul na quinta-feira, depois de serem deportados por Israel. Relatos indicam agressões físicas e tortura durante a interceptação do comboio de ajuda humanitária.
Ao desembarcar, o grupo vestia fatos de treino cinzentos e keffiyehs palestinianos, recebidos por apoiantes na pista. Vários passageiros pareciam feridos; imagens mostram pessoas em macas com coloares cervicais e ligações.
Durante o trajeto para Istambul, ativistas da Turquia, Grécia e EUA acusaram as forças de segurança israelitas de agressões, choques elétricos e maus-tratos. A flotilha foi desviada para o porto de Ashdod no início da semana.
Repercussões internacionais
A operação gerou reacções diplomáticas na Europa e no Médio Oriente. Países como Reino Unido, França e Portugal convocaram representantes israelitas após surgirem vídeos de detidos de joelhos, com as mãos atadas.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu a interceptação da chamada flotilha provocatória, ao mesmo tempo em que criticou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, por imagens consideradas humilhantes. O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que todos os ativistas estrangeiros já tinham sido deportados a partir de um aeroporto civil perto de Eilat.
A intervenção voltou a colocar a crise humanitária em Gaza e o bloqueio israelita no foco da atenção internacional, num contexto de escalada do conflito com o Hamas.
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