Dois ativistas da flotilha humanitária para Gaza, including brasileiro Thiago Ávila, foram detidos pelas forças israelitas após a flotilha ser interceptada em alto-mar. Ávila declarou aos membros do consulado brasileiro que foi sujeito a tortura, espancamentos e maus-tratos, segundo denúncia da Global Smud. O caso ocorreu enquanto o grupo se dirigia a Gaza e foi interceptado pela marinha israelita.
A detenção ocorre na prisão de Shikma, na cidade costeira de Ashkelon, onde os ativistas permanecem sob custódia. A Global Smud sustenta que a detenção é ilegal e prolongada, mantendo os 180 detidos na flotilha, com Ávila e Saif Abukeshek entre os últimos ainda detidos.
Ávila apresentou ferimentos visíveis na face e dores no ombro, segundo o relato da delegação consular que o visitou. Enquanto protestam, ambos entraram em greve de fome para exigir a libertação e esclarecimento sobre as acusações que lhes são imputadas.
Julgamento adiado
O julgamento de Thiago Ávila e de Saif Abukeshek foi adiado para terça-feira, de acordo com informações da defesa. O adiamento mantém os detidos sob custódia no território israelita, sem divulgação de motivos formais até ao momento.
A União Europeia tem acompanhado o caso, com reacções de autoridades espanholas que classificaram a detenção como ilegal. O governo espanhol pediu a libertação imediata de Abukeshek e destacou a violação do direito internacional em águas internacionais.
O Ministério Público israelita não reconheceu responsabilidades públicas sobre as acusações apresentadas contra os dois ativistas. A Adalah, ONG que presta assessoria legal, explica que as acusações incluem cooperação com inimigo e ligação a grupos considerados terroristas.
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