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Vitória de Magyar pode promover unidade europeia, diz ex-presidente do Conselho Europeu

Vitória de Magyar visa maior unidade da UE e mudanças no Conselho Europeu; Hungria ingressa na Procuradoria Europeia e busca desbloquear 17 mil milhões de euros congelados

Antigo Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel
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Charles Michel vê vitória de Magyar como passo para maior integração da UE

O ex-presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou à Euronews que a vitória de Péter Magyar e do seu partido Tisza representa um momento histórico para a Hungria e para a UE. Michel descreve a eleição como um passo importante para a unidade europeia.

Segundo Michel, a chegada de Magyar poderá alterar a dinâmica no seio do Conselho Europeu e tornar a União mais integrada e ambiciosa. Contudo, o ex-líder belga ressalva que a saída de Viktor Orbán do Conselho não garante, por si, que as reuniões se tornem mais fáceis.

Regras de mudança e reformas

Magyar, que garantiu uma maioria de dois terços nas eleições, propõe reformas antes da tomada de posse. O líder do Tisza indica que a Hungria deverá aderir à Procuradoria Europeia (EPPO), responsável por investigar crimes financeiros transnacionais.

O novo Governo húngaro vê como prioridade desbloquear 17 mil milhões de euros congelados pela Comissão Europeia por questões relacionadas com o Estado de direito. Magyar afirmou que pretende trazer de volta os fundos da UE devidos ao povo húngaro.

Contexto regional e apoio à Ucrânia

A derrota de Orbán, após 16 anos no poder, pode influenciar o apoio a Kiev. Michel aponta que a Ucrânia poderá beneficiar com a mudança de governo na Hungria e com uma postura europeia mais coesa. O antigo responsável europeu afirma que a Ucrânia merece apoio continuado.

A liderança húngara contínua é vista como decisiva para definir o equilíbrio entre interesses nacionais e obrigações com a UE. A Observação envolve também o impacto nas relações entre a Hungria, a Ucrânia e os Estados Unidos.

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