Em Paris, autoridades apelaram a Israel e aos EUA para alargar o cessar-fogo ao Líbano, alvo de centenas de ataques israelitas na quarta-feira. O balanço, divulgado pela Direção-Geral da Defesa Civil libanesa, aponta 254 mortos e mais de 1.165 feridos, em grande parte civis. Beirute foi fortemente afetada.
O país registou 92 mortos na capital, 61 nos subúrbios do sul, 28 em Nabatieh, 18 em Baalbek, 17 em Aley e Tiro, 12 em Sidon e 9 em Hermel. Foi o dia mais mortal da escalada entre Israel e o Hezbollah.
Na altura, o presidente francês Emmanuel Macron manteve contactos com o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam. A França expressou solidariedade e condenou os ataques, pedindo respeito pela soberania libanesa e o alinhamento com o plano de desarmamento do Hezbollah.
Reação internacional e apelos ao cessar-fogo
A comunidade internacional denunciou a ofensiva em larga escala, com os EUA a descrevê-la como distinta do confronto entre Washington e Teerão. Jean-Noël Barrot, ministro francês, anunciou a solidariedade nacional e reforçou a inclusão do Líbano no cessar-fogo.
Catherine Vautrin, ministra da Defesa, afirmou que a França apoia as forças armadas libanesas e trabalha para fortalecer o exército, facilitando a recuperação da autonomia do país. Reiterou o compromisso humano francês no apoio ao Líbano.
Alice Rufo, ministra Delegada das Forças Armadas, classificou os ataques como inaceitáveis e advertiu que a resposta desproporcionada compromete o cessar-fogo e a soberania libanesa. A pasta reiterou o apoio ao governo libanês e a inclusão do Líbano no acordo.
A embaixada francesa confirmou a firmeza do país contra os ataques e a sua solidariedade com o povo libanês, salientando a necessidade de manter o cessar-fogo temporário entre os EUA e o Irão para facilitar negociações.
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