A Air China retomou, na segunda-feira, voos diretos para a Coreia do Norte, após uma pausa de seis anos. A medida segue o restabelecimento dos serviços de comboio de passageiros entre Pequim e Pyongyang, em contexto de reabertura do país isolado.
As ligações aéreas entre as duas capitais tinham ficado suspensas desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, quando Pyongyang fechou fronteiras de forma rigorosa.
Antes da pandemia, a Coreia do Norte recebia muitos visitantes chineses, numa relação económica marcada pela China como principal parceiro comercial.
Relações comerciais e diplomáticas
A retomada dos voos diretos é vista como passo importante para a economia norte-coreana, beneficiando o turismo e o comércio. A Air Koryo já operava voos para Pequim desde 2023, com grupos turísticos russos a partir de 2024.
Analistas destacam que Pequim tem sido aliado histórico, mas condicionou historicamente o apoio diplomático a fatores regionais. A reabertura aérea acontece num momento de ajustes na relação bilateral.
Contexto regional
Especialistas indicam que a normalização bilateral tem impacto na política regional, mesmo com controvérsias sobre as ambições nucleares norte-coreanas. Observadores referem ainda que mudanças geopolíticas influenciam a cooperação entre as duas partes.
Entre na conversa da comunidade