A Comissão Europeia afirma que ainda é possível chegar a um consenso para terminar com a mudança da hora. Vai apresentar um estudo este ano para fundamentar a decisão, contando com a abertura dos Estados-membros para analisar o documento quando for apresentado.
Durante a madrugada de 29 de março, a hora volta a mudar na UE, iniciando o horário de verão. A prática decorre de uma diretiva que ajusta os relógios uma hora em março e outubro de forma anual.
Desde setembro de 2018, o fim da mudança sazonal tem estado em estudo. A Comissão sustenta que a decisão final depende dos Estados-membros e de uma abordagem coordenada a nível da UE.
A porta-voz da Comissão, Anna-Kaisa Itkonnen, afirmou que o estudo visa apoiar o processo de decisão e que o objetivo é concluir o trabalho até ao final de 2026. Cabe aos Estados-membros escolher manter o horário de verão ou o horário de inverno.
No Conselho da UE, que representa os governos nacionais, o tema está em análise, com a presidência rotativa da UE a cargo de Chipre até junho. O consórcio cipriota indicou que, se o estudo estiver disponível, haverá oportunidade de apresentação e debate no grupo de trabalho competente.
Até ao momento, o debate manteve-se sem acordo entre os Estados-membros. Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, após uma consulta pública em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos apoiaram a medida.
O processo continua sem avanço no Conselho, que não definiu uma posição comum para responder à proposta legislativa. A discussão mantém-se, com expectativas de novas consultas e de eventual consenso, conforme evolui o estudo encomendado pela Comissão.
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