O Parlamento Europeu avançou na reestreia do acordo comercial UE-EUA, numa votação em comissão na terça-feira, após meses de impasse. A iniciativa visa reatar o acordo, dependente de aprovação do plenário em datas ainda por definir entre março e abril. O processo foi retomado apesar das divergências entre Bruxelas e Washington.
A proposta mantém cláusulas centrais: tarifas dos EUA de 15% sobre produtos da UE, em troca de reduções recíprocas de tarifas da UE. O acordo foi alvo de resistência de eurodeputados por considerarem desequilibrado, sobretudo face a posições divergentes entre as duas partes.
Acordos, cláusulas de caducidade e contexto jurídico marcam o debate. Uma cláusula permite à UE suspender o acordo se houver ameaças à integridade territorial, motivadas por tensões ligadas à Gronelândia. A caducidade projeta término das isenções aduaneiras em março de 2028, salvo renovação explícita.
A incerteza persiste quanto à votação final no Parlamento. O Supremo dos EUA declarou ilegais as tarifas iniciais, alimentando dúvidas sobre os termos do acordo. A Comissão mantém a posição de avançar, com Maroš Šefčovič a pedir rapidez ao plenário.
Grupos políticos permanecem divididos. Partidos centristas defendem prazos maiores para debates internos; alguns socialistas e de esquerda apontam para abril. A conjuntura política interna europeia condiciona a data de aprovação final.
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