O presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão detidos desde 3 de outubro no Metropolitan Detention Center (MDC), em Brooklyn, Nova Iorque. A detenção ocorreu após a intervenção das autoridades norte-americanas em Caracas, segundo informações de representantes legais.
Conforme relatos de um advogado que acompanha a situação, Maduro tem feito apelos durante a noite para que o país saiba que foi sequestrado e que está a ser maltratado no complexos prisional. A denúncia foi feita a um veículo de imprensa norte-americano.
O MDC é conhecido por abrigar arguidos em fases de preparação de julgamento, sob regras de confinamento rígido. A cela em que Maduro está alojado é pequena, com uma cama metálica, sanitário, lavatório e uma janela estreita para a luz natural, segundo descrições de especialistas.
A unidade de confinamento opera com isolamento disciplinar, visando prevenção de suicídio e proteção de reclusos expostos a risco ou notoriedade. As visitas são limitadas e os detidos caminham com algemas, sob escolta de dois guardas, durante saídas semanais.
A situação de Maduro e Flores tem gerado discussões sobre condições prisionais, incluindo relatos de sono interrompido, iluminação constante e murmúrios durante a noite, conforme o especialista contactado. Em janeiro, o casal já havia se declarado não culpado num Tribunal Federal no Distrito Sul de Nova Iorque.
Entre as acusações que motivaram a detenção, estão alegações relacionadas com tráfico de drogas, ligadas a operações ocorridas na Venezuela. As autoridades norte-americanas não divulgaram novas informações desde o início do processo.
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