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Heranças indivisas: medida pode ser inconstitucional, alerta

Governo propõe acelerar heranças indivisas, permitindo venda de imóvel por um único herdeiro sem consentimento dos restantes, gerando dúvidas de constitucionalidade

Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP)
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  • O Governo aprovou um novo pacote de medidas para a área da habitação, com o objetivo de aumentar a oferta.
  • Entre as medidas estão mudanças aos processos de heranças indivisas, incluindo um mecanismo que permite que um único herdeiro inicie a venda de um imóvel herdado sem a concordância dos restantes.
  • As propostas ainda precisam de passar pela Assembleia da República, cuja aprovação não está garantida.
  • Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, questiona a constitucionalidade da medida, alertando para o possível risco de vendas forçadas.
  • Existem dúvidas sobre a legalidade das medidas e o seu impacto nas propriedades, segundo o analista ouvido.

O Governo aprovou um novo leque de medidas para o setor da habitação, visando aumentar a oferta. Entre elas, encontram-se alterações ao regime das heranças indivisas que permitem a um único herdeiro abrir o processo de venda de um imóvel herdado sem o consentimento dos restantes. As novas regras ainda precisam de votação na Assembleia da República.

A medida levanta dúvidas no próprio âmbito jurídico. Críticos apontam para riscos de ataques à titularidade partilhada e para a possibilidade de vendas forçadas em virtude de um herdeiro isolado agir. A avaliação da constitucionalidade tem sido apresentada como tema central do debate público.

Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários e antigo bastonário da Ordem dos Advogados, sustenta que a proposta pode violar princípios constitucionais ao viabilizar a venda compulsória de imóveis herdados. A opinião dele tem sido citada por quem duvida da legalidade da medida.

O Governo afirma que a mudança pretende desbloquear processos morosos e acelerar a resolução de heranças, aumentando a liquidez do mercado. Ainda não há confirmação de quando o texto seguirá para consulta pública ou aprovação parlamentar.

Contexto legal

A proposta insere-se num conjunto de medidas para dinamizar o mercado de habitação, com foco na agilização de processos patrimoniais. O diploma pode sofrer ajustes durante a discussão na Assembleia, antes de qualquer promulgação.

Reação institucional

Associadas de proprietários e juristas já reagiram, apontando cenários de incerteza jurídica e impactos em famílias com heranças partilhadas. O tema deverá manter-se em debate nos próximos dias à medida que avançarem os trabalhos parlamentares.

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