Volodymyr Zelenskyy pediu aos Estados Unidos que forneçam mais munições para os sistemas de defesa antiaérea Patriot, com o objetivo de neutralizar mísseis balísticos russos. A requisição foi comunicada numa carta datada de 26 de maio ao presidente Donald Trump, segundo a AFP, citando o PAC-3 e sistemas adicionais.
Dmytro Lytvyn, conselheiro de Zelenskyy, confirmou aos jornalistas por meio de mensagens de WhatsApp que a carta foi enviada ao presidente e ao Congresso. A notícia ocorre dias após um dos mais intensos ataques com mísseis e drones a Kiev desde o início da invasão.
Fontes da presidência ucraniana reconhecem a dificuldade de encontrar munições para sistemas avançados fornecidos pelos aliados ocidentais. Alegam que encomendas no Golfo e noutros locais competem pela mesma logística, agravando a escassez.
A escassez de munição surge num contexto de guerra com o Irão, onde aliados dos EUA gastaram grandes quantidades de defesas antiaéreas para proteger instalações no Golfo. Ao mesmo tempo, a Ucrânia tem destacado o uso de drones de longo alcance.
O governo ucraniano também ressalta impactos do mecanismo PURL, para aquisição de armas junto dos EUA por parte de europeus, que tem registado entraves logísticos. A prioridade é manter a proteção contra ataques aéreos russos.
Estados Unidos mantêm-se disponíveis para mediar
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continua disponível para facilitar a mediação na guerra entre Rússia e Ucrânia. A ameaça russa de ataques contra Kiev elevou a tensão diplomática.
Rubio falou durante uma visita à Índia, enfatizando que a escalada demonstra a gravidade do conflito que já dura há mais de quatro anos. A Rússia afirmou intensificar ataques, prometendo ações sistemáticas contra Kiev.
No fim de semana, o bombardeamento russo deixou várias vítimas e estragos em Kiev, tendo incluído mísseis hipersónicos Oreshnik. Moscovo descreve o tipo como capaz de velocidades superiores a Mach 10.
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