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Embaixador ucraniano junto da UE pede alargamento centrado no conteúdo

Embaixador ucraniano defende alargamento gradual à UE com foco no conteúdo, visando acelerar benefícios e cooperação económica

Vsevolod Chentsov, chefe da Missão da Ucrânia junto da União Europeia
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  • O embaixador da Ucrânia junto da UE, Vsevolod Chentsov, pediu que o alargamento seja centrado no conteúdo, não nos rótulos.
  • Diversos Estados-membros e a Comissão Europeia estudam formas de integrar gradualmente a Ucrânia, incluindo propostas como um estatuto de membro associado com garantias de segurança.
  • O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy tem defendido adesão plena, não uma participação parcial.
  • Na prática, a UE avançou com o segundo grupo de capítulos de adesão com a Moldova, com confirmação formal prevista para 14 de julho.
  • Chentsov afirmou que estão prontos para abrir hoje todos os grupos de capítulos de adesão, referindo-se ao atraso anterior ligado a Viktor Orbán; Budapeste tem mostrado abertura desde a mudança de governo.

O embaixador da Ucrânia junto da União Europeia afirma que a integração gradual no bloco deve observar o conteúdo, não os rótulos. Vsevolod Chentsov revelou à Euronews que o foco está na profundidade da cooperação, na parceria económica e no quadro institucional.

Chentsov sublinhou que o tema não envolve apenas a Alemanha, mas várias capitais e a Comissão Europeia. A ideia é aproximar a Ucrânia do mercado único e dos mecanismos de governança, permitindo que o país sinta já benefícios do alargamento.

Numa altura em que se discutem reformas ao processo de adesão, o presidente ucraniano tem reiterado o direito a uma adesão plena, sem etapas parciais. O objetivo é evitar soluções simbólicas que não garantam garantia de segurança e prosperidade.

Progresso do alargamento

Na semana passada, Kiev e Moldova destacaram um marco: os 28 confirmaram avançar com o segundo grupo de capítulos de adesão. A decisão formal está prevista para 14 de julho, dizem fontes oficiais.

A Ucrânia e a Comissão Europeia pressionam para abrir de uma vez todos os grupos ainda pendentes, argumentando que a preparação já foi concluída ao longo dos anos de negociação interrompidos por motivos políticos.

Antes, Viktor Orbán bloqueou avanços em Budapeste; desde a saída do primeiro-ministro, a postura húngara tem mostrado abertura gradual, mas com cautela, por questões internas. Chentsov afirmou estar pronto para abrir todos os capítulos hoje.

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