O governo da Bielorrússia revelou disponibilidade para encontros com o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, em qualquer local, seja na Ucrânia ou na Bielorrússia. O anúncio acontece numa fase em que Kiev teme uma ofensiva russa por território bielorrusso, apontando para um possível alargamento do conflito.
Zelenskyy já havia advertido Minsk sobre consequências caso haja aprofundamento da colaboração com a Rússia. Kiev afirma que a Bielorrússia pode estar a preparar ações militares no norte da Ucrânia, numa altura em que decorrem exercícios conjuntos russo-bielorrussos.
Lukashenko negou planos de mobilizar a Bielorrússia no conflito, a não ser que haja agressão contra o território do país. Em resposta, Zelenskyy disse que a Bielorrússia deverá permanecer em estado de alerta e que o governo de Kiev está a preparar medidas de pressão diplomática.
Kiev reforçou fortificações na fronteira norte com a Bielorrússia e pretende ampliar as forças na região de Chernihiv, segundo o presidente ucraniano. O objetivo é responder a potenciais cenários de ataque e reduzir riscos de expansão do conflito.
As tensões aumentam também devido a operações de drones e a uma retórica beligerante entre a Rússia e a Bielorrússia. Kiev e seus parceiros europeus acompanham com atenção as manobras militares na região, que incluem exercícios com a participação russa.
Em abril, Lukashenko voltou a sugerir que a Bielorrússia poderia reagir com todos os meios disponíveis, incluindo armas nucleares, em caso de agressão externa. A Bélorussia também tem estado envolvida em acusações mútuas com a região báltica sobre supostas ações de terceiros.
A presidência da Ucrânia pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que prepare novas medidas diplomáticas contra a Bielorrússia, caso a Rússia utilize o território bielorrusso para avançar. Kiev mantém foco na proteção de Chernihiv e na manutenção de pressão internacional.
Paralelamente, a UE condenou as ameaças envolvendo ataques com drones e reiterou que a Rússia e a Bielorrússia são responsáveis pelos riscos à segurança do flanco oriental. A presidente da Comissão Europeia destacou que a Europa responderá de forma unificada a incidentes semelhantes.
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