- A Rússia entregou munições nucleares a depósitos na Bielorrússia, no âmbito de grandes exercícios nucleares, após ataques de drones no Báltico que elevam tensões com a NATO.
- As autoridades russas mostraram o que disseram ser provas em vídeo de mísseis a serem carregados em lançadores numa área florestal não identificada.
- O sistema Iskander-M, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, tem alcance de até quinhentos quilómetros.
- Os exercícios nucleares, que duram três dias, começaram na terça-feira e envolvem quarenta e quatro mil militares e sete mil e oitocentos equipamentos, incluindo mais de doiscentos lançadores de mísseis.
- O Serviço de Segurança ucraniano (SBU) informou que Kiev está a reforçar a segurança nas regiões do norte em resposta aos exercícios, enquanto o presidente Volodymyr Zelenskyy mencionou a possibilidade de uma ofensiva russa nessas áreas durante uma reunião com comandantes.
A Rússia transferiu ogivas nucleares para depósitos na Bielorrússia como parte de exercícios nucleares conjuntos. A medida ocorre após ataques de drones no Báltico que aumentaram as tensões com a NATO. A informação foi anunciada pelos ministérios da Defesa de Moscovo e Minsk.
Vídeos fornecidos pelos militares russos mostram veículos a entrar numa área florestal e mísseis a serem carregados em lançadores, num local não revelado. As imagens são apresentadas como parte do exercício.
O sistema Iskander-M, com alcance até 500 km, pode transportar munições convencionais ou nucleares. O Ministério da Defesa da Bielorrússia descreveu o vídeo como evidência da entrega de munições nucleares durante o exercício.
Os exercícios nucleares duram três dias e começaram na terça-feira, envolvendo Rússia e Bielorrússia. O evento decorre numa altura de tensões com a região do Báltico, marcada por incidentes com drones.
Segundo o Ministério da Defesa russo, o conjunto do dispositivo envolve 64.000 militares, 7.800 equipamentos e mais de 200 lançadores de mísseis. Também há dezenas de drones, navios e submarinos estratégicos.
A Ucrânia confirmou que reforça medidas de segurança nas regiões setentrionais para evitar infiltrações das forças russas e bielorrussas. Kiev aponta riscos de sabotagem e de ações terroristas junto à fronteira.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy mencionou, em discurso, a possibilidade de ofensiva russa em zonas do norte da Ucrânia, citando Kiev e Chernihiv como áreas de atenção estratégica. A declaração ocorreu após reunião com comandantes militares.
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