- O Partido Popular Europeu está a ponderar sanções contra o eurodeputado Branko Grims por ter participado num evento com membros de extrema-direita (PfE, ESN) e com deputados do ECR.
- A hipótese de sanções foi apresentada por Manfred Weber e pode incluir desde a perda de tempo de palavra nas sessões até à expulsão do grupo.
- Ainda não houve decisão final; a próxima reunião da presidência está agendada para meados de junho.
- Grims tem defendido a cooperação com partidos de extrema-direita e contestado a expressão “extrema-direita” para descrever forças nacionalistas no Parlamento.
- O episódio ocorre num contexto de tensões sobre migração, com o PPE a evitar alianças formais com a extrema-direita, embora haja sinais de alinhamento em votações relacionadas com migração.
O PPE pondera sancionar o eurodeputado Branko Grims por ter participado num evento com representantes da extrema-direita. A ideia de sanções surge após o encontro que contou com membros dos grupos PfE e ESN, bem como com o PPE alvo de críticas por cooperação com correntes nacionalistas.
Branko Grims participou numa conferência intitulada Rumo a uma maioria de direita no Parlamento Europeu, defendendo maior cooperação entre conservadores e soberanistas. O episódio reacende a discussão sobre a linha vermelha da direção do PPE em relação à extrema-direita.
A direção do PPE pediu à presidência do grupo a elaboração de uma proposta concreta de sanções contra Grims. As medidas podem ir desde a suspensão do uso da palavra até à expulsão do grupo, dependendo do parecer a sair da reunião de meados de junho.
Grims desafia repetidamente a posição oficial, defendendo cooperação com partidos de extrema-direita. A situação agrava-se numa altura em que o PPE tem mantido o seu cordão sanitário com esse espectro político, apesar de votações de migração terem mostrado alinhamentos cruzados.
Grims sustenta que participou na conferência ao lado de deputados que apoiaram o regulamento do regresso, uma proposta controversa para acelerar o retorno de migrantes. Diz ainda rejeitar a ideia de exclusão política como norma da política.
A polémica ganha relevância na Alemanha, onde o partido CDU/CSU não aceita ligações formais com a extrema-direita Alternativa para a Alemanha, integrando o grupo ESN. O tema tem provocado debates internos sobre a responsabilidade de liderança do PPE.
Fontes do PPE indicam que o grupo pode manter posição de cooperação com aliados tradicionais, incluindo S&D e o grupo Renew Europe, em contrapeso à pressão de sancionar Grims. A próxima reunião de presidência está marcada para meados de junho.
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