- Israel afirmou ter deportado todos os ativistas estrangeiros da flotilha de relações públicas que se dirigia a Gaza.
- Cerca de quatrocentos e trinta ativistas de várias nacionalidades foram interceptados no mar, perto de Chipre, na segunda-feira, numa tentativa de contornar o bloqueio a Gaza.
- Dois médicos portugueses, Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, estavam detidos em Israel e a partida para Portugal via Turquia estava prevista para sexta-feira.
- Vídeo que mostra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, a ridicularizar os detidos gerou indignação internacional, com pedidos de sanções à UE.
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ter o direito de impedir flotilhas que entrem nas águas israelitas, mas admitiu que a atuação de Ben-Gvir não corresponde aos valores de Israel; o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar, criticou a atuação.
Israel afirma ter deportado todos os ativistas da flotilha com destino a Gaza
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou na quinta-feira a deportação de todos os ativistas estrangeiros da flotilha de relações públicas que estavam detidos no país. A operação ocorre num contexto de controvérsia internacional sobre o bloqueio naval a Gaza.
A flotilha Global Sumud, composta por cerca de 430 ativistas de várias nacionalidades, foi intercetada no mar perto de Chipre, na segunda-feira, após tentar romper o bloqueio imposto por Israel. Os ativistas estavam detidos em território israelita.
Situação de cidadãos portugueses
Em declarações à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou inicialmente a possível deportação de dois cidadãos portugueses, médicos, detidos em Israel. Os profissionais são Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, com previsão de saída via Turquia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal afirmou, contudo, que a partida dos dois médicos de Portugal pela Turquia deverá ocorrer na sexta-feira. Garantiu que ambos se encontram bem, apesar de ficarem marcados pela experiência recente.
Reações internacionais ao tratamento
Imagens difundidas mostraram o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, em posição de confrontação com os detidos, o que gerou condenação internacional. Líderes europeus pediram sanções contra Ben Gvir, alegando tratamento inadequado aos ativistas.
O chanceler italiano, Antonio Tajani, descreveu o comportamento como inaceitável e apelou à UE para impor sanções. Irlanda e Espanha também pressionam pela aplicação de medidas contra o ministro. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país tem o direito de impedir flotilhas que pretendam entrar em águas territoriais, reconhecendo, no entanto, que a atuação de Ben Gvir divergia dos valores do Estado.
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