- Vilnius ficou paralisada na quarta-feira devido a uma possível incursão de drones, com o aeroporto encerrado e o parlamento evacuado; o presidente da Lituânia e a primeira-ministra foram retirados para abrigos.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as ameaças russas aos Estados bálticos são inaceitáveis e garantiu que a Europa responderá com unidade e firmeza.
- 15 eurodeputados bálticos enviaram uma carta a von der Leyen, exigindo condenar as ações da Rússia e pedir o fim imediato das provocações contra os Estados bálticos.
- O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse que os incidentes constituem uma provocação coordenada; em setembro passado, perto de vinte drones entraram no espaço aéreo polaco.
- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que os drones decorrem da invasão da Ucrânia pela Rússia e elogiou a atuação dos caças da aliança; alguns drones podem ter origem ucraniana desviados pela Rússia.
A paranoia em torno de drones atingiu a Lituânia na quarta-feira, com Vilnius a fechar o espaço aéreo, cancelar voos e evacuar altas figuras do poder. A suspeita era de uma incursão de drones, num momento de escalada entre a NATO e a Rússia.
O aeroporto foi encerrado e o parlamento lituano evacuado. O presidente Gitanas Nausėda e a primeira-ministra Inga Raginienė foram retirados para abrigos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu publicamente a este incidente.
A dirigente vincou, via X, que as ameaças russas contra os Estados bálticos são inaceitáveis e que a Europa responderá com unidade. A mensagem seguiu uma carta de 15 eurodeputados bálticos a exigir condenação da Rússia pela escalada.
Donald Tusk, primeiro-ministro polaco, descreveu os acontecimentos como uma provocação coordenada, referindo-se a incidentes anteriores em que drones entraram no espaço aéreo polaco. A NATO já confirmou respostas rápidas dos caças aliado.
Numa linha de análise, o secretário-geral da NATO descreveu os drones como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia. Alguns aparelhos poderão ter origem ucraniana, desviados para desestabilizar o flanco leste.
O comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, indicou que a Rússia testa novas formas de pressão. A recomendação é aumentar a despesa militar da UE e reforçar o apoio ao flanco leste e à Ucrânia.
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