- O general Seán Clancy, chefe militar da União Europeia, afirmou que a Ucrânia é a “prioridade número um” da UE, numa entrevista à Euronews.
- Responsáveis pela defesa da UE reúnem-se em Bruxelas para assinalar os 25 anos do Comité Militar da UE, em meio à guerra na Ucrânia.
- Clancy descreveu o momento como “um momento para reflexão” em vez de celebração, face à rápida evolução da segurança europeia.
- Reforçou que a segurança da Ucrânia é parte integrante da segurança futura da Europa, em resposta aos ataques russos recentes.
- A UE não pretende tornar-se uma potência militar equivalente à NATO, mas destaca o papel económico, a coordenação de defesa e as missões, citando que a Missão de Assistência Militar treinou mais de 93.000 soldados ucranianos.
O general Seán Clancy, chefe militar da UE, afirmou à Euronews que a Ucrânia continua a ser a prioridade número um da União, numa entrevista transmitida durante o programa Europe Today. A declaração ocorreu numa semana em que os responsáveis pela defesa da UE se reúnem em Bruxelas para celebrar os 25 anos do Comité Militar da UE.
O encontro acontece num contexto de tensão, com o clima marcado pela invasão russa e pela necessidade de ajustar a estratégia de defesa europeia. Clancy descreveu o momento como uma oportunidade de reflexão, não de celebração, face à evolução da segurança na região.
A sessão decorre enquanto a Rússia lançou, durante a noite, mais uma ofensiva na Ucrânia, com centenas de drones e dezenas de mísseis segundo informações de diversas fontes. O general destacou a resiliência das forças ucranianas e do povo, apontando que a Ucrânia passou a ser parte integrante da segurança futura da Europa.
Contexto e Análise
Clancy sublinhou que, apesar de a UE não se pretender transformar numa potência militar como a NATO, o bloco desempenha um papel relevante por via da força económica, da coordenação de defesa e das missões no estrangeiro. A Missão da UE para a Ucrânia já treinou mais de 93.000 soldados ucranianos até à data, segundo o chefe militar.
Continuaremos incansavelmente, reforçou, apontando o compromisso dos 27 Estados-membros em moldar o futuro das forças ucranianas e manter o apoio contínuo ao território. A entrevista completa está disponível no player acima.
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