- O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que Portugal não autorizou, de forma imediata, o uso da Base das Lajes sem pedido; o pedido só foi feito após o ataque ao Irão.
- O Governo sublinha que a autorização ocorreu mediante condições já tornadas públicas e conhecidas.
- O MNE diz que a declaração de Marco Rubio não se aplica a Portugal e questiona se as críticas do norte‑americano dizem respeito a outros aliados da NATO.
- A basilar controvérsia envolve a utilização da Base das Lajes para apoio à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel; o Governo sustenta que a autorização foi defensiva, após a resposta iraniana ao ataque.
- Rubio elogiou Portugal como exemplo positivo ao dizer que o país teria aceitado a operação antes de ser perguntado, enquanto a polémica envolve críticas a aliados da NATO quanto ao uso de bases.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros contestou as declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre um suposto apoio imediato de Portugal às operações militares contra o Irão, com o uso da Base das Lajes, nos Açores. Em comunicado, o governo português afirma que o pedido norte-americano só foi feito depois do ataque ao Irão e que a autorização foi concedida apenas com condições já tornadas públicas.
Segundo o MNE, a utilização das instalações militares portuguesas apenas ocorreu após a resposta do Irão ao ataque, em contexto defensivo. O ministério deixa claro que as condições associadas à autorização foram consideradas desde o início e tornadas públicas.
Marco Rubio havia mencionado, numa entrevista à Fox News, que Portugal teria aceitado colaborar antes de qualquer pedido formal, destacando o país como exemplo positivo. O secretário de Estado criticou ainda outros aliados da NATO que, segundo afirmou, recusaram disponibilizar bases para a operação.
Reação oficial
O MNE sublinha que a declaração de Rubio não se aplica a Portugal, e que não sabe se as críticas do líder norte-americano se dirigem a outros aliados da Aliança. O Governo português reiterou a posição de que a autorização foi concedida de forma condicionada e apenas depois de avaliar o cenário estratégico.
A questão do uso da Base das Lajes para apoio à ofensiva contra o Irão tem gerado controvérsia interna em Portugal. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já explicou que a decisão foi tomada dentro dos protocolos estabelecidos e em moldes defensivos.
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