- Pedro Sánchez adverte que a falta de sanções a Israel fragiliza a credibilidade e a legitimidade da UE na defesa da Ucrânia.
- O espanhol acusa um “duplo padrão” entre a posição da UE na Ucrânia e no Médio Oriente, gerando deslegitimização interna e externa.
- O comentário ocorreu durante uma cimeira informal em Chipre, enquanto a Espanha insiste na rescisão do Acordo UE-Israel e outros Estados-membros continuam hesitantes.
- Bruxelas já reviu internalmente o acordo, apontando violações de direitos humanos por parte de Israel, porém nenhuma sanção foi aprovada; o relatório não incluiu o Líbano.
- Sánchez sustenta que a UE, criada como projeto de paz, deve defender o direito internacional e evitar que decisões unilaterais agravem o preço humano e económico.
Pedro Sánchez, presidente do Governo espanhol, voltou a falar sobre a perceção de um duplo critério da União Europeia. O tema é a diferença entre sancionar a Rússia e hesitar perante Israel, sobretudo pela atuação militar em Gaza e no Líbano.
O primeiro-ministro apontou que a falta de sanções a Israel prejudica a credibilidade e a legitimidade da UE na defesa da Ucrânia face à invasão russa. As afirmações foram feitas durante uma cimeira informal de líderes da UE realizada em Chipre.
Sánchez explicou que a revisão interna de Bruxelas, que reconhece violações de direitos humanos em Gaza, não abrangeu o Líbano, e que o bloco padece de uma unidade fragilizada sobre a questão. A situação complica a obtenção de uma maioria qualificada para suspender o Acordo UE-Israel.
Contexto e desdobramentos
Ao defender o papel da UE como projeto de paz, o chefe do Governo espanhol disse que a ausência de unidade enfraquece a posição europeia em debates sobre o direito internacional. O tema surge em pleno debate sobre uma possível suspensão do acordo com Israel, alvo de críticas de vários Estados-membros.
A posição de Espanha encontra resistência de países como Alemanha e Itália, que são decisivos para alcançar o consenso necessário para qualquer suspensão parcial. Em paralelo, governos de outros Estados membros manifestaram oposição à ideia, preservando o atual regime comercial com Israel.
Nesta conjuntura, a UE tem sido cautelosa em relação a novas sanções, após uma crise humanitária agudizada pela guerra em Gaza. As discussões permanecem em aberto, sem decisões finais até ao momento. A situação internacional continua a implicar riscos para a estabilidade regional.
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