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Eurodeputado defende limitar a Lei Made in Europe a países vizinhos

Grudler defende limitar Made in Europe a países próximos, usando a geografia como critério-chave para contratos públicos europeus

Funcionários do fabricante alemão de automóveis Volkswagen montam um automóvel elétrico ID.3 na fábrica transparente de Dresden, Alemanha, quarta-feira, 14 de maio de 2025.
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  • O eurodeputado Christophe Grudler defende limitar a “Lei do Acelerador Industrial” aos países geograficamente próximos da UE, em especial ao Espaço Económico Europeu (Islândia, Liechtenstein, Noruega).
  • A ideia visa setores estratégicos da UE, como tecnologias limpas, automóveis e indústrias de energia intensiva (alumínio e aço), para conter concorrência de países terceiros.
  • A Comissão Europeia inclina‑se para uma interpretação mais ampla da preferência europeia, o que gerou oposição de Grudler e de défices entre Alemanha e países nórdicos.
  • Grudler aponta que a geografia deve guiar a medida, sugerindo ainda a Suíça (com base num acordo de 1989) e até o Reino Unido, com condições pós‑Brexit.
  • A China rejeita a proposta, considerando‑a uma restrição ao acesso aos contratos públicos e ao investimento da UE; Grudler afirma que a lei envia um sinal aos investidores dos setores industriais da UE.

O eurodeputado francês Christophe Grudler, que vai liderar as negociações sobre a lei Made in Europe no Parlamento Europeu, afirmou à Euronews que a preferência europeia defendida pela Comissão Europeia é demasiado ampla. A medida visa orientar contratos públicos em setores estratégicos como tecnologias limpas, automóveis e indústria de energia intensiva.

Grudler criticou a clivagem entre uma definição alargada, defendida por defensores liderados pela Alemanha e países nórdicos, e uma posição mais restrita defendida pela França. O negociador destacou que o objetivo é evitar efeitos indesejados no comércio externo.

A proposta em análise pela Comissão Europeia, apresentada a 4 de março, tende para uma interpretação mais ampla, incluindo países terceiros com base em acordos existentes e no grau de abertura dos mercados. Grudler entende que há espaço para uma aplicação mais restrita.

Geografia como base

O eurodeputado defende que a referência geográfica deve prevalecer, limitando o Made in Europe aos países mais próximos da UE, começando pelo Espaço Económico Europeu: Islândia, Liechtenstein e Noruega. A Suíça é citada como potencial candidato devido ao acordo de contratos públicos com a UE desde 1989.

Também mencionou o Reino Unido como possível candidato, desde que as condições pós-Brexit sejam analisadas. A ideia é que a geografia seja um critério claro e que a Europa saiba tirar proveito financeiro da medida.

Grudler afirmou que a lei deve enviar um sinal forte aos investidores dos setores de energia intensiva e tecnologias limpas, reforçando a resistência da UE à concorrência considerada desleal. A China tem manifestado oposição à proposta, descrevendo-a como barreira ao acesso a contratos públicos e investimentos da UE.

Segundo o eurodeputado, a legislação visa proteger as indústrias estratégicas da Europa diante de subsídios externos, buscando equilíbrio no mercado global sem abrir espaço para práticas concorrenciais desleais.

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