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Ordem para atacar navios no Estreito de Ormuz

Trump afirma controlo total do estreito de Ormuz e ordena disparar contra embarcações que minas a passagem

Tráfego suspenso no estreino de Ormuz
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o estreito de Ormuz está sob controlo americano e que nenhum navio pode entrar ou sair sem aprovação da Marinha, dizendo ter ordenado disparar para matar quem coloque minas no canal.
  • O Pentágono afirma que pode ser necessário até seis meses para limpar Ormuz de minas, com a possibilidade de terem sido plantadas mais de 20 armadilhas, algumas com GPS; Washington nega a estimativa do jornal The Washington Post.
  • Os EUA intercetaram e abordaram o petroleiro M/T Majestic X, alegadamente sancionado e que transportava petróleo do Irão, no Oceano Índico.
  • O Irão terá imposto portagens a navios que passam por Ormuz, com receitas já depositadas numa conta do Banco Central, segundo o vice-presidente do Parlamento iraniano; detalhes sobre cobrança não foram divulgados.
  • Na região, aumentam as tensões antes de negociações entre Israel e Líbano, com ataques e atentados reportados no sul do Líbano e informações sobre a segunda ronda de contatos em Washington.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter controlo total sobre o estreito de Ormuz, numa publicação enviada esta quinta-feira. Recorda que nenhum navio pode entrar ou sair sem aprovação da Marinha dos Estados Unidos e que o estreito está selado até que o Irão aceite um acordo. A mensagem foi partilhada na rede Truth Social.

Trump disse ainda ter ordenado à Marinha norte-americana que dispare para matar qualquer embarcação que esteja a colocar minas nas águas de Ormuz, numa afirmação apresentada como medida de prevenção. A Casa Branca não detalhou as condições sob as quais tais ordens seriam executadas.

Seis meses para limpar

Segundo o The Washington Post, o Pentágono estima que possa ser necessário até meio ano para limpar o estreito das minas, colocadas pelo exército iraniano, embora Washington tenha negado essa avaliação. Há suspeitas de que o Irão tenha instalado 20 ou mais armadilhas perto de Ormuz, algumas com acionamento remoto por GPS, o que dificulta a deteção.

Apreensão de navios no oceano Índico

Nesta quinta-feira, o Exército dos EUA informou ter intercetado e abordado o petroleiro M/T Majestic X, sancionado, que transportava petróleo proveniente do Irão. A ação ocorreu no Oceano Índico. O Pentágono indicou que a embarcação prestava apoio material ao Irão.

Caso anterior e contexto regional

A apreensão ocorreu um dia após Teerão ter atacado três navios de carga no estreito de Ormuz, sendo dois incendiados e posteriormente apreendidos. Dias antes, a Marinha dos EUA abordou outro petroleiro sancionado, o M/T Tifani, acusado de apoio ao Irão.

Receitas de portagens no Irão

O vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Haji Babaei, informou que as primeiras receitas das portagens cobradas a navios que passam por Ormuz já teriam sido depositadas numa conta do Banco Central. A Tasnim não detalhou como as taxas são cobradas nem quem as paga.

Alireza Salimi, deputado iraniano, afirmou que o Irão fixa as regras de cobrança, variando valores conforme tipo de carga, nível de risco e carga do navio, sem indicar números específicos. Fontes citadas explicaram que o método de cobrança depende de avaliação das autoridades iranianas.

Tensões antes de negociações no Médio Oriente

Em Beirute, as negociações entre Israel e Líbano, previstas para abordar o cessar-fogo entre Telavive e o Hezbollah, mantêm a tensão. A Força Aérea de Israel indicou ter eliminado um operário numa base de lançamento do Hezbollah no sul do Líbano. A agência libanesa noticiou atentados com explosões em Khiam e em Bint Jbeil.

As negociações em Washington, entre Libano e Israel, tinham como objetivo discutir a prorrogação do cessar-fogo e temas como demolições em áreas ocupadas, retirada de forças, libertação de prisioneiros e reforço da presença militar libanesa na fronteira. Israel condicionou avanços ao desarmamento do Hezbollah.

Como complemento informativo

A seguir, destacam-se relatos de uma jornalista libanesa, Amal Khalil, morta num ataque em al-Tiri, no Líbano, conforme o jornal Al-Akhbar. Também é mencionada a informação do The New York Times de que o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido num ataque que vitimou o pai e antecessor, Ali Khamenei, estando o líder lúcido. Ainda entre as notas rápidas, a Karex, fabricante de preservativos, prevê aumentos de preço de até 30% devido à instabilidade de matérias-primas e aos custos de produção.

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