- Ucrânia tem um empréstimo de 90 mil milhões de euros desbloqueado e uma nova ronda de sanções contra a Rússia, com foco no veto húngaro à adesão à UE.
- Zelenskyy disse que a Ucrânia precisa de adesão plena, rejeitando qualquer forma de adesão simbólica e sublinhando que está a defender a Europa com pessoas a morrer.
- O processo de adesão está em impasse desde julho de 2024, com a Hungria a manter o obstáculo à abertura de grupos de negociação durante a presidência do Conselho da UE.
- O Presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o desbloqueio do empréstimo e as sanções representam passos importantes, e defendeu a abertura do primeiro grupo de negociações com a Ucrânia.
- Há discussão sobre formatos de adesão e um possível “novo começo” para a Ucrânia na UE, com avisos de líderes de que não devem existir atalhos e de que o caminho ainda depende de cumprir condições de adesão.
A Ucrânia pede adesão plena à União Europeia, rejeitando qualquer forma de participação simbólica, numa cimeira informal em Chipre que discute o desbloqueio de um empréstimo de 90 mil milhões de euros e novas sanções contra a Rússia. O objetivo é desbloquear avanços estratégicos na adesão, em contexto de posição de veto exercida pela Hungria. Kiev defende que a integração deve decorrer dentro do quadro completo do bloco, sem atalhos.
Volodymyr Zelenskyy reforçou, durante a deslocação para Chipre, que a Ucrânia não aceita uma adesão simbólica. O presidente salientou que o país está a defender valores europeus e a sua população, com mortes atribuídas ao conflito. Zelenskyy mencionou discussões em diferentes níveis sobre formatos de adesão, agradecendo aos parceiros europeus pelo apoio e por acelerar o processo, mas reiterou a necessidade de uma adesão plena.
A situação na UE permanece marcada pelo impasse criado pela Hungria desde julho de 2024, quando assumiu a presidência semestral do Conselho e bloqueou a abertura de grupos de negociação com Kiev. Viktor Orbán mantém o veto, impedindo o avanço formal do processo de adesão.
Desbloqueio financeiro e diplomacia
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o desbloqueio do empréstimo e as sanções à Rússia representam dois passos importantes para uma paz duradoura na região, e que é tempo de avançar para abrir o primeiro grupo de negociações com a Ucrânia. Costa sublinhou o compromisso de cumprir estas etapas e prosseguir com o próximo passo.
Reações e perspectivas na UE
Líderes da UE, reunidos em Chipre, discutiram um possível recomeço no processo de adesão da Ucrânia. A avaliá-lo de forma cautelosa, alguns chefs de governo destacaram que não existem atalhos e que a Ucrânia deve cumprir as condições de adesão. Outros defenderam que o caminho de integração pode exigir tempo, sem acelerar artificialmente o calendário.
Pontos em aberto para Kiev
O governo ucraniano reiterou a intenção de progredir com reformas e cumprir os critérios de adesão, acreditando que certos capítulos do processo podem ser tratados com rapidez no futuro. Kiev vê a adesão como parte de uma integração futura no mercado interno da UE, enquanto trabalha para manter o ritmo sem atrasos.
Entre na conversa da comunidade