- As eleições na Hungria deram a vitória a Péter Magyar, com o fim de 16 anos de governo de Viktor Orbán, abrindo uma nova fase na UE e a primeira cimeira sem o líder húngaro.
- O encontro, na Chipre, começa com um jantar de quinta-feira e inclui a presença de Luís Montenegro, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a estar entre os convidados, num ambiente mais leve.
- Orbán tinha vetado parte do apoio financeiro à Ucrânia, nomeadamente o pacote de noventa mil milhões de euros, alegando problemas com o oleoduto Druzhba; Zelensky e a UE garantiram que o financiamento ficará operacional até ao fim do mês.
- Espera-se que Magyar sinalize maior proximidade a Bruxelas, embora ainda não seja claro como se consolidará a transição e qual a posição do novo governo face à nova ronda de sanções à Rússia.
- Além da Ucrânia, o Médio Oriente e o financiamento da UE para os próximos anos também vão ser tema, com Portugal a demonstrar interesse em manter fontes de financiamento europeias.
Europa respira de alívio. A Hungria não estará presente na cimeira da UE em Chipre, primeira desde que Viktor Orbán deixou o poder após 16 anos. O encontro, que começa com um jantar, reúne chefes de Estado e de Governo da União Europeia.
O foco da reunião envolve apoio à Ucrânia, o conflito no Médio Oriente e o financiamento da UE para os próximos anos. Zelensky participa como convidado habitual, num ambiente mais ameno face a episódios anteriores.
A saída de Orbán altera o cenário húngaro no Conselho Europeu. O governo de Péter Magyar, eleito recentemente, encara uma provável maior proximidade com Bruxelas, embora ainda haja dúvidas sobre a linha política a seguir.
A Hungria tem exercido vetos a decisões sobre a Ucrânia, sobretudo no pacote financeiro de apoio de 90 mil milhões de euros para este ano e o próximo. Magyar tem sinais de mudança, mas o timing é incerto.
Orbán chegou a dar luz verde ao empréstimo, em dezembro, mas em março recuou, alegando impedimentos por causa do oleoduto Druzhba. O oleoduto passa por território ucraniano e foi danificado num ataque russo. Zelensky afirma que o apoio deverá avançar.
A UE pretende que Magyar mantenha a cooperação com Bruxelas e assuma uma posição firme sobre sanções contra a Rússia. A Hungria ainda não indicou quem representará o país na cimeira, devido ao processo de transição governativa.
No Chipre, o encontro também debaterá o financiamento da UE para os próximos anos. Portugal está interessado em assegurar financiamentos, já que existe o risco de perder fundos europeus.
O Conselho Europeu analisa, em paralelo, o estado de execução de sanções e a resposta europeia a mudanças geopolíticas. A expectativa é de decisões que sinalizem maior coesão, apesar das diferenças nacionais.
A agenda do encontro inclui ainda temas de cooperação interna, mobilidade e investimento. A participação de Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, está confirmada. O objetivo é manter o país informado sobre negociações em curso.
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