- O presidente da RTVE criticou o diretor da Eurovisão, Martin Green, após levantar a possibilidade de regresso da Rússia ao concurso, considerado pela emissora como “um insulto aos valores europeus”.
- A polémica intensificou-se horas antes da final de 2026, em Viena, com Green a sugerir a reconsideração da participação russa, o que a RTVE vê como contradição com a expulsão após a invasão da Ucrânia.
- José Pablo López pediu publicamente à EBU que rejeitasse as declarações de Green, acusando de dois pesos e duas medidas a organização.
- Espanha decidiu não participar nem transmitir a Eurovisão de 2026 na RTVE, em protesto contra a continuidade da participação de Israel, acompanhada por mais países que se retiraram.
- A ausência de Espanha marca um caso sem precedentes e alimenta o debate sobre politização do concurso, televoto e os critérios de admissão da EBU.
- Na sexta-feira, Pedro Sánchez publicou um vídeo a defender a decisão da RTVE, afirmando que a Eurovisão nasceu para promover a paz e criticando a “dualidade de critérios” dos organizadores.
A RTVE criticou duramente o diretor do Festival Eurovisão da Canção após este ter aberto a porta ao regresso da Rússia, num contexto de polémica pela ausência de Espanha na edição de 2026. A tensão ficou ainda mais evidente na véspera da final em Viena.
O presidente da RTVE, José Pablo López, qualificou as declarações de Martin Green como um insulto aos valores europeus. A afirmação junta-se a críticas sobre o que a emissora entende ser dois pesos e duas medidas da União Europeia de Radiodifusão (EBU).
A polémica surgiu pouco antes da grande final da Eurovisão 2026, quando Green sugeriu reconsiderar a participação russa num futuro concurso, apesar da invasão da Ucrânia. A RTVE vê isso como contradição com a expulsão de Moscovo.
A Espanha decidiu não participar nem transmitir o festival na RTVE, numa posição apoiada pelo governo de Pedro Sánchez, em protesto contra a continuidade da participação de Israel no concurso. Países como Irlanda, Islândia, Países Baixos e Eslovénia também se retiraram.
A ausência de Espanha é inédita na história recente da Eurovisão e intensificou o debate sobre politização do evento, televoto e critérios da EBU para admitir ou excluir participantes.
Pedro Sánchez publicou um vídeo a defender publicamente a decisão da RTVE, afirmando que a Eurovisão nasceu para promover a paz. O presidente sublinha a necessidade de coerência, responsabilidade e humanidade.
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