- Quase um terço dos novos créditos à habitação teve spread mínimo (abaixo de 0,5 pontos percentuais).
- O número de clientes com spread abaixo de 0,5 p.p. duplicou no ano passado em relação a 2024.
- O crédito à habitação registou menos incumprimento em 2025, com juros baixos a ajudar.
- Os bancos reduziram a margem de lucro exigida por empréstimo, ou seja, o spread praticado.
- O Banco de Portugal não expressou preocupação específica com os spreads, mantendo posição neutra face ao que sucede na Europa.
O Banco de Portugal aponta que quase um terço dos novos créditos para habitação tem spread mínimo, com a taxa a refletir condições de juros mais baixas. A combinação de spreads ajustados e garantias públicas ajudou a manter o custo de financiamento.
Em 2025, o rácio de incumprimento no crédito à habitação diminuiu, reduzindo a pressão sobre as autoridades. Dados preliminares indicam que o setor segue estável, mesmo face a um contexto de juros baixos.
Os bancos reduziram a margem de lucro exigida por empréstimo, reduzindo o spread. O número de clientes com spread abaixo de 0,5 p.p. duplicou face a 2024, segundo o Banco de Portugal.
Contexto e leitura dos dados
Apesar da subida do crédito à habitação impulsionada pela garantia do Estado para jovens, não há sinal de preocupação específica entre as autoridades. Em termos europeus, o quadro é visto como estável e em linha com a média regional.
Fontes oficiais mantêm o foco em prudência financeira, destacando a importância de monitorizar spreads e riscos associados, ainda que o cenário atual não justifique alarmismos.
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