- Em 2025, o crédito à habitação atingiu níveis recorde, impulsionado pela Garantia do Estado para jovens até aos 35 anos, pela descida das taxas e pela subida dos preços da habitação.
- Em média, foram 11.134 contratos por mês, com financiamento médio de 1.949,9 milhões de euros, valor que superou o máximo de 2024.
- Comparando com 2024, o número de contratos subiu 11,5%, enquanto o montante concedido cresceu 34,9%.
- O valor médio por novo contrato ficou em cerca de 175 mil euros (+21,1%), e o prazo médio subiu de 30,7 para 31,7 anos.
- No final de 2025 a carteira de crédito habitação era de cerca de 1,330 mil milhões de euros em contratos, com saldo de dívida de 111,7 mil milhões, mais reembolsos antecipados e renegociações em baixa, e 75% dos novos contratos eram com taxa fixa (18,7% variável).
O crédito à habitação chegou a 2025 em pleno impulso, acelerado pela queda das taxas de juro, pela resistência do mercado de trabalho, pela subida contínua dos preços da habitação e pela Garantia do Estado para jovens até aos 35 anos. O resultado foi uma corrida ao financiamento.
Segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito do Banco de Portugal, os montantes concedidos aumentaram quase 35% face a 2024. O regulador aponta a Garantia do Estado como um dos motores deste crescimento.
Em média, foram celebrados 11 134 contratos de crédito à habitação por mês em 2025, com um financiamento médio mensal de 1 949,9 milhões de euros. Este valor ultrapassou o máximo anterior de 2024.
Face a 2024, o número de contratos subiu 11,5%, mas o montante cresceu 34,9%, sinalizando que mais famílias recorreram aos empréstimos e que estes cresceram em valor.
A Garantia do Estado cobre até 15% do valor da transação, permitindo aos bancos financiar com rácios mais elevados. A medida facilita a aquisição de habitação própria por jovens com pouca poupança para a entrada inicial.
Em 2025, o valor médio por novo contrato fixou-se em cerca de 175 mil euros, mais 21,1% face a 2024. O regulador indica que a subida resulta tanto da valorização imobiliária como do efeito da garantia estatal.
O prazo médio dos novos contratos também aumentou, de 30,7 para 31,7 anos. O Banco de Portugal associa a evolução à garantia pública, que incide sobre clientes mais jovens com maior capacidade para financiamentos longos.
A dinamização da contratação fortaleceu a carteira bancária: ao fim de 2025, os bancos tinham em carteira contratos de habitação no valor agregado de cerca de 1 330 milhões de euros, mais 2,1% face a 2024. O saldo em dívida atingiu 111,7 mil milhões, mais 11,6%.
Por outro lado, os reembolsos antecipados recuaram. Foram efetuados 153 092 pagamentos antecipados, menos 16,2% que em 2024, num total de cerca de 8,4 mil milhões de euros. A descida de juros reduziu o incentivo a amortizações.
As renegociações também caíram, atingindo 49 795 em 2025, menos 28,8% que no ano anterior, num montante superior a 5,1 mil milhões de euros. A menor necessidade de condições novas explica parte da redução.
Quanto às estruturas de taxa, a taxa mista manteve a liderança, mas caiu para 75% dos novos contratos, face a 82,1% em 2024. A taxa variável subiu de 11,8% para 18,7%, refletindo transformação nas preferências dos clientes.
Entre na conversa da comunidade